Rota suicida: cenário para a Covid-19 no Brasil é pior que Itália, Espanha e EUA

As mortes dos dois últimos dias pelo coronavírus no Brasil colocaram o país em uma rota perigosa: a tendência aqui, no 44º dia do primeiro caso, é de aceleração. Itália, Espanha e EUA, a esta altura, já desaceleravam

Valas abertas no cemitério de Vila Formosa, em São Paulo, após início de epidemia do coronavírus 02/04/2020
Valas abertas no cemitério de Vila Formosa, em São Paulo, após início de epidemia do coronavírus 02/04/2020 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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247 - A estatística das mortes dos dois últimos dias pela Covid-19, que foram recordes, colocou o Brasil em rota suicida: enquanto a tendência aqui é de aceleração no 44o dia após a primeira vítima, países que já foram epicentro da doença desaceleravam ou ao menos estabilizavam a tendência de crescimento do número de mortes.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “China, Itália, Espanha e até os Estados Unidos, atualmente a maior vítima da doença, passavam a ter diminuição ou manutenção de mortes diárias nesta etapa da pandemia. Nesta quarta (29), o Ministério da Saúde do governo Bolsonaro registrou 449 novas mortes no país, o segundo pior dia da epidemia. O recorde havia sido no dia anterior, com 474 novos óbitos, que fez o Brasil passar a China no número total de vítimas.”

A matéria ainda informa que “em números absolutos, o Brasil tem menos mortes que todos esses países que já foram o epicentro do vírus (só ultrapassou a China). Aqui são 5.466, que coloca o país em 9º na lista de mais atingidos pela doença. Os Estados Unidos têm 58.355 óbitos; Itália, 27.359; e Espanha, 23.822. O problema é que, se aqui o ritmo seguir em alta, poderá ter mais vítimas que esses outros países. Mesmo sendo nações desenvolvidas, o sistema hospitalar nesses outros locais colapsou (não tinham mais como atender novos pacientes), especialmente na Itália e nos Estados Unidos.”

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