Voluntário brasileiro que morreu em teste da AstraZeneca não tomou vacina

De acordo com a agência Bloomberg, o brasileiro de 28 anos que participava dos testes da vacina de Oxford tomou placebo. Apesar do óbito, a Anvisa informou que os testes para a eficácia do imunizante continuarão

(Foto: Reprodução | Reuters)
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247 - O voluntário brasileiro que morreu durante o teste da vacina contra a Covid-19 produzida pela AstraZeneca não tomou o imunizante da empresa. A Anvisa notificou a morte do médico João Pedro Feitosa, voluntário de 28 anos, na última segunda-feira (19).

A informação foi revelada pela agência Bloomberg, e vem de uma fonte familiar com a ocorrência, mas que não pode ser identificada.

Leia também reportagem da agência Reuters sobre o assunto:

SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira que os testes com a potencial vacina contra Covid-19 desenvolvida em parceria pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, serguirão após a morte de um voluntário que participava do estudo.

A morte do voluntário foi informada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena os testes com a potencial vacina no Brasil. Não foram divulgados outros detalhes como, por exemplo, se o voluntário tomou a potencial vacina ou um placebo.

O jornal O Globo, entretanto, afirmou que obteve com fontes ligadas ao estudo internacional com a vacina que o voluntário tomou o placebo. Essa informação não foi confirmada oficialmente.

Em nota, Anvisa disse que foi informada da morte do voluntário na segunda-feira e que recebeu dados das investigações sobre o caso, que está sendo realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança.

“É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação”, disse a Anvisa.

O Ministério da Saúde firmou acordo com a AstraZeneca para compra de doses do imunizante e para a posterior produção local da vacina pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O governo federal editou uma medida provisória liberando 1,9 bilhão de reais para estes fins.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro revogou decisão tomada na véspera pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de assinar protocolo de intenções para a compra de doses da potencial vacina da chinesa Sinovac, que está sendo testada pelo Instituto Butantan, e para a inclusão da vacina chinesa no Programa Nacional de Imunização caso ela seja aprovada pela Anvisa.

Os testes com a potencial vacina Oxford/AstraZeneca haviam sido paralisados no início de setembro após o surgimento de uma doença grave e não explicada em um voluntário no Reino Unido. O estudo posteriormente foi retomado no Reino Unido, no Brasil e em outros países, mas ainda não voltou a ser realizado nos Estado Unidos.

Na terça-feira fontes disseram à Reuters que os testes com a vacina podem ser retomados nesta semana nos EUA após a agência reguladora do país concluir sua análise sobre o caso do voluntário no Reino Unido.

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