Bolsonaro ataca CPI e volta a defender cloroquina, remédio ineficaz e perigoso

Defensor do uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra o coronavírus, Jair Bolsonaro afirmou que a CPI da Covid é “um vexame” e voltou a defender o uso da cloroquina no tratamento da doença. "Essa semana vamos gravar um vídeo com os ministros falando quem tomou cloroquina, todos tomaram", disse

(Foto: Pedro França/Agência Senado | REUTERS/Adriano Machado |)
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247 - Jair Bolsonaro classificou a CPI da Covid, que apura a atuação do governo federal no enfrentamento à pandemia, como “um vexame” em que "só se fala em cloroquina". Desde o início da crise sanitária, Bolsonaro estimulou o negacionismo ao defender o uso de medicamentos sem eficácia científica comprovada contra a doença, como a cloroquina e ivermectina. Ainda segundo ele, os ministros irão gravar um vídeo defendendo o uso da droga. 

"A CPI é um vexame, só se fala em cloroquina. Quem aqui tomou?", perguntou Bolsonaro a um grupo de apoiadores em Brasília, neste sábado (8). "Essa semana vamos gravar um vídeo com os ministros falando quem tomou cloroquina, todos tomaram. Agora na CPI nós queremos apurar o caso de Manaus, onde muitos irmãos nossos foram a óbito", emendou em seguida, de acordo com reportagem do UOL.

A crítica foi feita após a CPI tomar os depoimentos dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, além do atual responsável pela pasta, Marcelo Queiroga, ao longo da semana. Todos negaram ter autorizado o uso do medicamento no tratamento de pacientes com Covid-19. 

Na ocasião, Bolsonaro também acusou os governadores e prefeitos de “acabarem com os empregos” por terem adotado medidas restritivas para evitar o avanço do coronavírus. "Não vi um governador qualquer, dos 27, conversando com o povo. Fui aqui em Brasília em Itapuã, Chaparral, amanhã organizaram um passeio em homenagem pelo dia das mães. Isso é bom porque demonstra que a população está acreditando no governo. Tem gente melhor que eu? Tem. Mas Deus quis que fosse eu", disse. 

Ao falar sobre a eleição presidencial de 2022, o ex-capitão afirmou que sua gestão tem "dois anos de governo sem um caso de corrupção. Isso mata mais do que qualquer vírus. E continuo dizendo: só Deus me tira dessa cadeira". 

"Tem eleições ano que vem, quem quis se preocupar com política não pode se preocupar com o coração. Votar no vizinho, no amigo... Todo mundo é bonzinho ano que vem. Vote com razão. Estamos lutando pelo voto impresso para não ter fraude, para melhorar o Legislativo, o Executivo e até o Judiciário", completou.

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