Bolsonaro ataca uso de máscara depois que a CPI descobriu sua atividade de lobista da cloroquina, diz Renan Calheiros

Relator da CPI da Covid, senador vê como cortina de fumaça a declaração de Jair Bolsonaro desobrigando o uso da proteção contra a Covid. Para o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues, Bolsonaro é "forte candidato a ser indiciado" pela comissão

(Foto: Divulgação)
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247 - Membros da CPI da Covid reagiram ao anúncio de Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (10), de que pediu ao ministro Marcelo Queiroga um parecer para desobrigar o uso de máscaras de proteção contra a Covid-19. 

O senador Renan Calheiros, relator da CPI, chamou Bolsonaro de "Jim Jones" brasileiro e disse que o ataque ao uso de máscaras é um tentativa de desviar o foco das investigações da CPI sobre seu lobby em favor da cloroquina. 

"Logo que foi descoberta sua atividade de lobista de cloroquina, o PR muda o assunto e declara guerra à máscara. Quer o Brasil exposto ao vírus. Temos um Jim Jones na presidência. A diferença é que o louco americano induziu ao suicídio, e o brasileiro quer também o assassinato em massa", disse Renan pelo Twitter. 

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Jim Jones foi um pregador religioso e líder da seita Templo dos Povos, famoso devido ao suicídio e assassinato de 918 dos seus membros em 1978.

Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, Bolsonaro é um "forte candidato a ser indiciado". "Isso só aponta para a estratégia deliberada do presidente de contaminar todos e matar muitos", afirmou o senador. 

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O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a declaração do presidente é uma "perversidade atroz". "Reforça ainda mais essa questão de que ele quer que as pessoas sejam contaminadas para, com isso, acabar com a pandemia. Essa é a ideia dele. Isso é de uma perversidade atroz. Quantas vidas a gente já não perdeu? Quantas mais vamos perder? A vacinação está muito lenta", disse Costa.

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