Ernesto Araújo admite que não pediu, não auxiliou e nem agradeceu pelo oxigênio da Venezuela para o Amazonas

Ex-chanceler Ernesto Araújo admitiu, em seu depoimento à CPI da Covid, que não manteve nenhum contato com o governo da Venezuela durante a crise da falta de oxigênio no Amazonas e que nem agradeceu a ajuda humanitária enviada pelo país vizinho

Ex-chanceler Ernesto Araújo
Ex-chanceler Ernesto Araújo (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
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247 - O ex-chanceler Ernesto Araújo admitiu, em seu depoimento à CPI da Covid, nesta terça-feira (18), que não manteve nenhum contato com o governo da Venezuela durante a crise da falta de oxigênio hospitalar no Amazonas que matou dezenas de pacientes internados com Covid-19 por sufocamento no início de 2021. Ainda segundo ele, também não houve nenhum tipo de agradecimento mesmo após mesmo após o país vizinho destinar o insumo para atender os hospitais de Manaus. 

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), disse que bastaria uma ligação do ex-chanceler para que um avião oficial partisse do Brasil rumo à Venezuela para buscar o insumo. "Bastava uma ligação que teríamos salvado vidas”, disse Aziz. Devido à falta de transporte aéreo,, o material foi transportado por via terrestre, o que levou dias até que o produto fosse efetivamente entregue às unidades de saúde. “O Ministério das Relações Exteriores não fez contato com o governo venezuelano por razões ideológicas”, afirmou. 

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) reforçou a fala de Aziz ao destacar que a diplomacia brasileira sempre foi reconhecida como competente  e apartidária, mas que o Brasil fez uma opção ideológica. “Em plena pandemia, o governo brasileiro mandou os representantes da Venezuela saíssem do Brasil, no mês de maio, dando um prazo. O ex-chanceler precisa responder isso. Até porque em janeiro morreram mais de 3 mil pessoas no Amazonas por falta de oxigênio", destacou Braga. 

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