A semana que durou décadas

Semana de Arte Moderna de 1922 completa 90 anos consolidada como o principal marco na histria artstica brasileira

A semana que durou décadas
A semana que durou décadas (Foto: Divulgação)

Lucas Reginato_ 247- A Semana de Arte Moderna de 1922 redefiniu completamente o conceito artístico brasileiro traçou um novo rumo para o País, rompendo significantemente com o que era feito até então e influenciando todas as mentes criativas que nasceram posteriormente em terras verde-amarelas.

Completando 90 anos nesta semana, o evento foi organizado por um grupo de paulistanos que trouxeram da Europa novos conceitos ideológicos e estéticos e, por meio destes, rejeitaram o rígido parnasianismo de Olavo Bilac e outros poetas que buscavam linhas perfeitas e estruturas poéticas pré-definidas. Eram os “sapos”, do poema que Manuel Bandeira enviou para o evento: “O sapo-tanoeiro,/ Parnasiano aguado,/ Diz: - Meu cancioneiro /É bem martelado”.

Em três dias de fevereiro, 13, 15 e 17, diversos acontecimentos levaram à capital paulista o que foi considerada como o primeiro movimento genuinamente brasileiro. A Semana não foi o marco inicial do modernismo nacional, mas o ponto alto de uma inquietação causada por endinheirados como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral.

Se antes de 1922 as ideias já convergiam em uma ruptura no rumo da arte brasileira, até então extremamente dependente dos intelectuais europeus, muito do que surgiu nos anos seguintes foi decorrência direta do evento realizado no Teatro Municipal. Desde o Manifesto Antropofágico ao Manifesto do Caranguejo com Cérebro, o destino do que foi feito no País foi ditado pelos modernistas.

Durante a semana em que a Semana completa 90 anos, o 247 vai traçar o perfil dos principais nomes do movimento: Oswald de Andrade, Tarsila Amaral, Mário de Andrade, Anita Malfatti, Villa-Lobos e Vitor Brecheret.

 

 

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