A vez dos E.T.s

Depois de bruxos e vampiros, aliens so a aposta teen da temporada. E a frmula no mudou: aventura movida a muita testosterona

por Natália Rangel - Há 13 semanas em primeiro lugar na lista dos best-sellers do The New York Times, Eu sou o número 4 (Editora Intrínseca), livro assinado com o pseudônimo Pitaccus Lore, é um romance infanto-juvenil protagonizado por um garoto extra-terrestre de 14 anos (Alex Pettyffer) que vive escondido na Terra tentando escapar de inimigos que querem destruir os últimos remanescentes de um povo intergaláctico. Como diz o título, ele é o número 4 -- como três já foram mortos, é o próximo na lista. Magia, ação, dramas pessoais típicos da idade e poderes alienígenas misturam-se nessa trama que parece feita sob encomenda para ocupar o espaço deixado por Harry Potter, de J.K. Rowling, e, especialmente, Edward Cullen e Bella Swan, personagens da saga dos vampiros criada pela escritora americana Stephenie Meyer. O casal romântico da história viverá dilema semelhante: o heroi se apaixona por uma garota humana, Sarah Hart (Dianna Agron), e faz o que pode para levar uma vida normal. Não vai conseguir.

O livro chega ao mercado brasileiro um mês antes da estreia do filme produzido por ninguém menos que Steven Spielberg. Com orçamento de US$ 60 milhões, a produção já faturou US$ 46 milhões nas três primeiras semanas de exibição nos EUA. É um gênero teen menos instigante que Harry Potter e bem parecido com Crepúsculo – ação e adrenalina movidas a muita testosterona. A história é mais ou menos assim: no passado, nove jovens alienígenas fugiram do planeta Lorien, ameaçado pelos Mogadorians. Esconderam-se na Terra. Uma vez aqui, e na medida que tornaram-se adultos, desenvolveram poderes sobrenaturais. Mas os invasores estão dispostos a eliminá-los – o Um, o Dois e o Três já foram assassinados. Logo no início da aventura, o jovem John Smith, nome que adota entre os humanos, é avisado de que será a próxima vítima.

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