Após censura, editoras aceleram impressão de livros LGBT

Após a tentativa de censura à Bienal do Livro do Rio por parte do prefeito Marcelo Crivella, editoras aceleraram a impressão de títulos com temática LGBT. O selo juvenil Galera Record antecipará a publicação de dois novos livros, e a Faro Editorial dobrará para 16 o número de lançamentos previstos para os próximos dois anos sobre o tema

247 - Após a tentativa de censura à Bienal do Livro do Rio de Janeiro por parte do prefeito Marcelo Crivella (PRB), editoras aceleraram a impressão de títulos com temática LGBT. Entre as primeiras iniciativas, o selo juvenil Galera Record antecipará a publicação de dois novos livros, e a Faro Editorial dobrará para 16 o número de lançamentos previstos para os próximos dois anos sobre o tema. As informações foram publicadas pela coluna de Painel S.A.

O romance “O Amor Não É Óbvio”, de Elayne Baeta, sobre relação entre duas mulheres, que ficaria para o começo de 2020, chega nas livrarias ainda neste ano, segundo Rafaella Machado, editora da Galera Record. 

A obra de Débora Thomé sobre 50 personalidades LGBT de destaque, como Cazuza e Pabllo Vittar, também será antecipada. “O assunto virá para o debate e a venda vai aumentar. Agora é a hora”, afirma Machado.

De acordo com Pedro Almeida, sócio da Faro Editorial, o objetivo é oferecer informação para enfrentar o preconceito. “Quero ter livros que tratem de meninas, de bissexuais, da experiência trans”, afirma ele. 

Neste domingo (8), o Supremo Tribunal Federal derrubou a medida que autorizava a Prefeitura do Rio da censurar obras na Bienal.

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