Arte de rua no museu

No ms em que se comemora a street art em diversos pases, o grafite festejado no Brasil em mostra no MUBE, em galerias de arte e nas ruas

Na Inglaterra, o misterioso artista inglês Banksy voltou discretamente ao batente depois de um silêncio que vinha desde o Oscar (um documentário sobre a sua arte concorria ao prêmio mas perdeu para “Trabalho Interno”). A imagem de uma garotinha segurando a estatueta do Oscar amanheceu em um muro de terreno baldio na cidade natal de Banksy, próxima a Londres. Nesse mês de março, os EUA comemoram 26 anos de arte de rua “engajada”, e no Brasil o dia 27 é o Dia do Grafite – refere-se à data de morte do artista etíope Alex Vallauri (1949-1987), que vivia no Brasil e foi um dos pioneiros da pintura de rua. O fotógrafo francês JR deixou sua marca pelas ruas de Los Angeles, com gigantescos retratos pintados em muros de fábricas e fachadas da cidade. No Brasil, a galeria Matilha Cultural abriu a exposição Elemento Vazado, com produções atuais da Estêncil Arte Paulista, com trabalhos dos artistas OZI e Celso Gitahy. E Daniel Melim e Rodrigo “Chã” do coletivo Alto Contraste.

A prática do estêncil é mais simples e rápida e por isso a preferida por grafiteiros de países onde a repressão policial é forte - o caso da Argentina, Inglaterra, Japão e França. No Museu Brasileiro da Escultura, a mostra “Murais Coletivos” exibie desenhos de vinte artistas em imensos murais instalados na Sala Pinacoteca e distribuídos em grupos. Entre os artistas participantes estão muitos herdeiros da arte dos Gêmeos ou Zezão, grafiteiros mais jovens que já representam uma nova geração de artistas de rua, que se inspiram nos precursores famosos. Entre eles estão Tinho, Sinha, Gafi, Magrela, Snek, Derf, Evol, Mauro, Akenni, Sliks, Enivo, Dninja, Feik, Pifo, Dedo, Vespa, Phero, Iconi K. e Chambs. A curadoria é de Binho Ribeiro, que também participa da exposição.

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