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Arte na passarela

O estilista britnico Alexander McQueen ganha retrospectiva de suas criaes, verdadeiras obras de arte, em luxuosa exposio no Metropolitan, em Nova York

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Natália Rangel_247, com agências internacionais – O estilista inglês Alexander McQueen está sendo homenageado em Nova York com a exposição Beleza Selvagem, no Metropolitan. A abertura da mostra será em grande estilo: com a tradicional festa da revista Vogue, organizada pela majestosa e temida Anna Wintour, e a massiva presença de celebridades, entre elas Gisele Bundchen que irá vestindo um traje do estilista “Ele foi o primeiro a me dar uma chance no mundo da moda. Me ajudou muito”, declarou no twitter a top model brasileira, além de Stella McCartney e Sarah Burton. McQueen foi encontrado morto em sua casa em fevereiro do ano passado e suas últimas criações foram para a coleção de inverno 2010 de sua grife, toda inspirada nas imagens e desenhos do artista Hieronymous Bosch, conhecido por suas fortes cenas de batalha.

O estilista foi sempre um criador ousado, que se inspirava na forma bruta e crua da natureza, no rigor vitoriano e na rebeldia de musas inspiradoras como Kate Moss. A modelo ganhou, inclusive, uma projeção holográfica em que aparece com diferentes modelos do estilista. Mais de cem peças criadas entre 1992 e 2010 estão na mostra. A primeira coleção do artista, há duas décadas, já marcava o seu estilo rebelde e provocador: as criações foram inspiradas em Jack, o estripador e o desfile intitulava-se Jack, o Estripador persegue as suas vítimas. A ideia de McQueen se liga a outra frase recorrente do artista já mais maduro: sempre provocativo, ele gostava de dizer que precisava “obrigar o público a assistir aos seus desfiles”, porque gostava de abusar de imagens grotescas.