Arte no combate ao crack

Conhecido ponto de consumo e trfico de drogas em Braslia vira polo cultural e sedia primeira edio de festival de msica. Artistas como Emicida, Charlie Brown Jr. e Dexter so atraes. Assista a vdeos

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Maryna Lacerda_ Brasília 247 – O que antes era um cenário de horrores em Ceilândia se transforma em espaço cultural. A quadra de esportes na QNN 13 que servia de ponto de consumo e venda de drogas, apelidada de Castelo de Grayskull, receberá o 1º Festival de Música de Brasília (Femubra). A proposta do evento gratuito, de sexta-feira a domingo, é unir música e educação para sensibilizar a comunidade sobre o risco de consumo de crack. Artistas da cultura hip-hop e do rock vão se apresentar. Tropa de Elite, Rota 040, Dexter, DJ Markinhos, Tihuana, Emicida e Charlie Brown Jr. são presenças confirmadas.

A escolha do hip-hop como instrumento de conscientização dos jovens não é à toa. No Distrito Federal, Ceilândia é o berço dessa cultura, que tem no questionamento da situação social seu mote. Assim, rimas, batidas e grafite se transformam em um caminho eficiente de transmissão da mensagem de responsabilidade social. O festival será promovido pelo governo e grupos musicais e artísticos da região administrativa. O objetivo é mostrar que o combate às drogas depende do envolvimento de todos da comunidade.

Os artistas que se uniram nesse projeto o definem como um pacto pela vida. O rapper, produtor cultural e organizador do Femubra DJ Markinhos diz que "o objetivo é dizer não ao tráfico, que está acabando a nossa cidade". Ele destaca ainda que o Femubra é o primeiro evento de grande porte na região, que abriga 600 mil habitantes. No festival, haverá também oficinas criativas de skate, grafite e até um minicampeonato de brake, estilo de dança de rua originado nos EUA na década de 1970 e um dos pilares do movimento hip-hop. Os professores das oficinas são artistas e atletas de Ceilândia que têm prestígio internacional, como o campeão mundial de brake Tyson. Assim como os shows, as oficinas serão gratuitas e destinadas a crianças e jovens de 8 a 18 anos.  

Rap Hour

As atividades se estendem para as escolas da rede pública. Na segunda-feira (12), foi iniciado o projeto Rap Hour, que percorrerá 25 instituições de ensino fundamental e médio levando cultura aos alunos. Durante os intervalos de aula, grupos de rap se apresentam e alertam para os problemas causados pelo consumo de drogas e pela prática do bullying.  

As Secretarias de Cultura, da Juventude, de Justiça, de Segurança Pública, de Desenvolvimento Social; o Ministério Público do Distrito Federal; juizados de menores e a Administração Regional de Ceilândia contribuem para a realização do evento. Paralelamente aos shows, os órgãos do governo vão divulgar o Programa Distrital de Enfrentamento ao Consumo de Crack e Outras Drogas.

 

Programação:

16 de setembro

DJ Chokolaty

20h30 Jordan

21h Fuzuê Candango

21h30 Comunicação Racial

22h Tropa de Elite

22h30 Guind'art 121

23h Dexter

00h Tihuana

 

17 de setembro

DJ Hércules

20h Rota 040

20h30 Filosofia Negra

21h Liberdade Condicional

21h30 Vera Verônica

22h Viela 17

22h30 Tribo da Periferia

23h Consciência x Atual

22h30 Elfus

00h10 Rosana Bronk's

 

18 de setembro

Dj Markinhos

16h Rei – Cirurgia Moral

16h30 Atitude Feminina

17h Bob Nickson

17h30 Nego Dé

18h Voz sem Medo

18h30 DJ Jamaika

19h Emicida

19h40 Charlie Brown Jr.

20h40 Edi Rock e KL Jay (Racionais)

 

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