Ator Guilherme Karan morre aos 58 anos no Rio

O artista estava internado há cerca de dois anos no Hospital Naval Marcílio Dias, na Zona Norte, tratando da síndrome de Machado - Joseph; trata-se de um doença degenerativa, autossômica dominante, ou seja, é genética e hereditária, podendo ser transmitida pelo pai ou mãe; o último trabalho de Guilherme Karam na televisão foi na novela "América", em 2005; ele também  integrou o elenco de "TV Pirata", caindo nas graças do público

O artista estava internado há cerca de dois anos no Hospital Naval Marcílio Dias, na Zona Norte, tratando da síndrome de Machado - Joseph; trata-se de um doença degenerativa, autossômica dominante, ou seja, é genética e hereditária, podendo ser transmitida pelo pai ou mãe; o último trabalho de Guilherme Karam na televisão foi na novela "América", em 2005; ele também  integrou o elenco de "TV Pirata", caindo nas graças do público
O artista estava internado há cerca de dois anos no Hospital Naval Marcílio Dias, na Zona Norte, tratando da síndrome de Machado - Joseph; trata-se de um doença degenerativa, autossômica dominante, ou seja, é genética e hereditária, podendo ser transmitida pelo pai ou mãe; o último trabalho de Guilherme Karam na televisão foi na novela "América", em 2005; ele também  integrou o elenco de "TV Pirata", caindo nas graças do público (Foto: Leonardo Lucena)

247, com Agência Brasil - O ator Guilherme Karan morreu na manhã desta quinta-feira, no Rio. Ele, que teve seu último trabalho na novela "América", em 2005, estava internado há cerca de dois anos no Hospital Naval Marcílio Dias, na Zona Norte, tratando da síndrome de Machado - Joseph; Trata-se de um doença degenerativa, autossômica dominante, ou seja, é genética e hereditária, podendo ser transmitida pelo pai ou mãe.

A doença é causada por uma mutação no gene do cromossomo 14, que gera uma proteína anormal (a ataxina 3) que se acumula dentro de algumas células do cérebro. Ainda não tem cura.

Guilherme herdou a doença da mãe, que repassou aos outros três filhos. Dois morrerem, além dela, e uma irmã de Karan se mantém em uma cadeira de rodas. Os principais sintomas da doença são descoordenação da marcha, desequilíbrio, dificuldades na fala e na deglutição, visão dupla dos objetos e atrofia muscular.

Karan inciou a carreira na década de 1980 e logo se destacou em papéis cômicos, como no aclamado programa humorístico TV Pirata, em que ele interpretava diferentes personagens com os atores Debora Bloch, Marco Nanini, Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, Cláudia Raia, Pedro Paulo Rangel, Ney Latorraca e Louise Cardoso.

O programa durou quatro anos (de 1988 a 1992) e os papéis de Karan de maior sucesso na época foram Paulinho Malandragem, o apresentador Zeca Bordoada da TV Macho, e Agronopolos, de Fogo no Rabo.

No cinema, Karan participou de filmes como Rock Estrela e O Homem da Capa Preta e ganhou fama entre o público infantil ao interpretar os vilões nos filmes Super Xuxa contra Baixo Astral e Xuxa e os Duendes 1 e 2. 

Na TV, fez dezenas de novelas como Dona BeijaMeu Bem Meu MalHilda FuracãoO Clone, entre outras. Em 2005, quando filmava América como o personagem Geraldito, o ator começou a sentir os primeiros sintomas da doença, que causa perda da capacidade motora e é degenerativa.

Karan deixa o pai, almirante e Ministro da Marinha no governo João Figueiredo, Alfredo Karam.

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