Brasil celebra 100 anos de Millôr Fernandes nesta quarta
O legado do polivalente humorista, escritor e dramaturgo segue relevante e atual à sociedade brasileira
247 - Nesta quarta-feira (16), o Brasil celebra o centenário do nascimento de Millôr Fernandes, um dos maiores humoristas, escritores e dramaturgos do país.
Nascido no Rio de Janeiro em 1923, Millôr Fernandes começou sua carreira como cartunista e ilustrador. Polivalente, também foi um prolífico escritor, com mais de 50 livros publicados, entre romances, contos, poemas e peças de teatro. Suas obras são marcadas por um humor ácido e inteligente, que frequentemente aborda temas políticos e sociais - não à toa, teve decisiva influência na criação d'O Pasquim, marcado historicamente pela oposição à ditadura.
Além de sua obra literária, Millôr Fernandes também se destacou como tradutor, jornalista e apresentador de televisão. Ele morreu em 2012, aos 88 anos, deixando um legado inestimável para a cultura brasileira.
HUMOR - O humor de Millôr Fernandes é marcado por sua inteligência, irreverência e capacidade de criticar a sociedade sem perder o bom humor. Suas obras estão repletas de piadas, trocadilhos e observações agudas sobre o cotidiano. Millôr Fernandes também foi um mestre da sátira, utilizando seu humor para criticar os problemas sociais e políticos do Brasil. Suas obras são um convite à reflexão sobre a sociedade e o mundo em que vivemos.
Algumas de suas frases marcantes permanecem atuais, prova de seu legado à cultura e à socidedade brasileira como um todo: “O patriotismo é o último refúgio do canalha. No Brasil, é o primeiro”; “O Brasil tem um enorme passado pela frente”; "A sociedade brasileira é das mais curiosas do mundo. Mal tem condição de te dar um emprego de salário mínimo. Mas, se um pobre transgride suas regras, bota-o numa prisão que custa seis salários mínimos."
