Caetano: Eu sou contra a posição arrogante de Israel

Em resposta ao pedido de boicote de seu show em Israel por Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd, cantor Caetano Veloso criticou o governo de Netanyahu, mas defendeu a apresentação: “Eu preciso lhe dizer como meu coração é fortemente contra a posição de direita arrogante do governo israelense. Eu odeio a política de ocupação, as decisões desumanas que Israel tomou naquilo que Netanyahu nos diz ser sua autodefesa”

Em resposta ao pedido de boicote de seu show em Israel por Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd, cantor Caetano Veloso criticou o governo de Netanyahu, mas defendeu a apresentação: “Eu preciso lhe dizer como meu coração é fortemente contra a posição de direita arrogante do governo israelense. Eu odeio a política de ocupação, as decisões desumanas que Israel tomou naquilo que Netanyahu nos diz ser sua autodefesa”
Em resposta ao pedido de boicote de seu show em Israel por Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd, cantor Caetano Veloso criticou o governo de Netanyahu, mas defendeu a apresentação: “Eu preciso lhe dizer como meu coração é fortemente contra a posição de direita arrogante do governo israelense. Eu odeio a política de ocupação, as decisões desumanas que Israel tomou naquilo que Netanyahu nos diz ser sua autodefesa” (Foto: Roberta Namour)

247 – Em carta de resposta sobre o pedido de boicote de seu show em Israel, o cantor Caetano Veloso criticou o governo de Netanyahu, mas defendeu a apresentação. Ele se dirigia ao musico Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd.

“Eu cantei nos Estados Unidos durante o governo Bush e isso não significava que eu aprovasse a invasão do Iraque. Escrevi e gravei uma música que se opunha à política que levou à prisão de Guantánamo – e a cantei em Nova York e Los Angeles. Eu quero aprender mais sobre o que está acontecendo em Israel, agora. Eu nunca cancelaria um show para dizer que sou basicamente contra um país, a não ser que eu estivesse realmente e de todo o meu coração contra ele. O que não é o caso. Eu me lembro que Israel foi um lugar de esperança. Sartre e Simone de Beauvoir morreram pró-Israel.”

“Eu preciso lhe dizer como meu coração é fortemente contra a posição de direita arrogante do governo israelense. Eu odeio a política de ocupação, as decisões desumanas que Israel tomou naquilo que Netanyahu nos diz ser sua autodefesa”, acrescentou.

E encerrou dizendo: “Netanyahu não ganhou fácil a última eleição. Acho que o fato de eu cantar lá é neutro para a política do país, mas, se minhas canções, voz ou mera presença puderem ajudar os israelenses que não concordam com a opressão e a injustiça – em uma palavra, a se sentirem mais longe de votar em alguém como ele –, eu estarei feliz”.

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