Caixa corta patrocínio e Cine Belas Artes pode fechar em dois meses

A partir da próxima quinta (28), o Caixa Belas Artes voltará a ser apenas Belas Artes. Isso porque o banco estatal solicitou em janeiro o fim da exibição da marca; o banco estatal solicitou em janeiro o fim da exibição da marca, sendo o primeiro grande corte de patrocínio à cultura sob Bolsonaro     .

Caixa corta patrocínio e Cine Belas Artes pode fechar em dois meses
Caixa corta patrocínio e Cine Belas Artes pode fechar em dois meses (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

247 - A série de cortes feitos pelo governo Jair Bolsonaro na cultura atinge agora os contratos da Caixa Econômica Federal. A partir da próxima quinta (28), o Caixa Belas Artes voltará a ser apenas Belas Artes. Isso porque o banco estatal solicitou em janeiro o fim da exibição da marca.

Por meio de nora, a Caixa confirmou a interrupção e disse que "contratos de patrocínio estão sob análise" e que as demandas relativas a projetos culturais serão tratadas com patrocinados.

A medida segue a orientação do governo federal em relação aos investimentos culturais. A Petrobras iniciou um processo de "revisão" dos contratos de patrocínios culturais, que chegam as mais de R$ 3 bilhões, incluindo contrato com o Teatro Munickipal do Rio de Janeiro. 

De acordo com o dono do Belas Artes, André Sturm, ex-secretário municipal de Cultura de São Paulo, o apoio nunca foi "filantropia, mas operação lucrativa", pois marca Caixa, teve 1.150 citações na mídia em 2018, o equivalente a R$ 6,5 milhões em publicidade.

Inaugurado em 1967, o Cine Belas Artes é considerado como um patrimônio cultural da cidade, diante das salas de cinema chamada blockbusters que marcam as redes de shoppings. Mas o imóvel, localizado na esquina das avenidas Paulista e Consolação, é alugado por R$ 2 milhões mensais e chegou a fechar suas portas entre de 2011 a 2014, quando foi reaberto sob a bandeira da Caixa, após mobilização da sociedade.

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