Chega ao fim a era boêmia de Nova York

ltimos cones do movimento underground da ilha de Manhattan sero substitudos por luxuosos condomnios; a ltima sada so bairros como o do Brooklyn

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247 – Houve em Nova York uma época que o movimento underground dominava as ruas da cidade que nunca dorme. No início da década de 60, o movimento reuniu importantes vertentes de revoluções no rock e no pop mundial. Os principais clubes noturnos eram dedicados às canções alternativas. No mês passado, os dois últimos vestígios do movimento underground fecharam as portas para entrar no universo de nostalgia da cultura americana: o Hotel Chelsea e o Bar Mars.

A alma boêmia da cidade foi o berço de ícones da música mundial, como Ramones, Beatles, Bob Dylan, Lou Reed, Patti Smith e Leonard Cohen começaram suas histórias de sucesso em clubes alternativos. Passados alguns anos, o cenário rebelde de Nova York foi substituído por grandes edifícios, que rapidamente tornaram-se á nova alma da ilha de Manhattan.

Passado uma década dos ataques terroristas às torres gêmeas da cidade, são evidentes as mudanças no comportamento dos americanos. Manhattan sacudiu todo o seu passado boêmio e tornou-se um lugar inacessível para a cultura alternativa. No lugar da música revolucionária estão edifícios residenciais, restaurantes caros, boutiques e hotéis com bares da moda. A ilha reúne ainda uma área exclusiva para meninas locais, com velas perfumadas e bolsas da grife Louis Vuitton.

O fechamento do Hotel Chelsea está ligado à venda do prédio para uma empresa que construirá apartamentos de luxo no local, história que se repetiu com o lendário Hotel Plaza. O Bar Mars, parada obrigatória de motoristas que seguiam para o East Village, terá em seu lugar um condomínio de luxo para milionários. Mas os americanos não precisam se lamentar, o futuro cultural da cidade está em novas fronteiras, como o bairro de East River, os bares alternativos do Queens e as ruas do Brooklyn, onde floresce a imagem dos jovens do século XXI e os artistas ainda podem fazer loucuras nostálgicas.

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