Chico César faz poema contra caçada a Lula: a vocês restará o lixo da história

O cantor e compositor Chico César, um dos grandes defensores da democracia na classe artística brasileira, divulgou um poema no dia em que o TRF-4 confirmou a condenação do ex-presidente Lula; "Aos idiotas /Antipatriotas /Vendilhões do templo-nação /Digo não /Aos canalhas /E à toda tralha /Que odeia quem trabalha /Digo: Vês, chegará vossa vez", diz ele; assista ao vídeo 

O cantor e compositor Chico César, um dos grandes defensores da democracia na classe artística brasileira, divulgou um poema no dia em que o TRF-4 confirmou a condenação do ex-presidente Lula; "Aos idiotas /Antipatriotas /Vendilhões do templo-nação /Digo não /Aos canalhas /E à toda tralha /Que odeia quem trabalha /Digo: Vês, chegará vossa vez", diz ele; assista ao vídeo 
O cantor e compositor Chico César, um dos grandes defensores da democracia na classe artística brasileira, divulgou um poema no dia em que o TRF-4 confirmou a condenação do ex-presidente Lula; "Aos idiotas /Antipatriotas /Vendilhões do templo-nação /Digo não /Aos canalhas /E à toda tralha /Que odeia quem trabalha /Digo: Vês, chegará vossa vez", diz ele; assista ao vídeo  (Foto: Aquiles Lins)

247 - O cantor e compositor Chico César, um dos grandes combatentes do golpe e defensores da democracia na classe artística brasileira, divulgou um poema no dia em que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmou a condenação do ex-presidente Lula e aumentou sua pena para 12 anos e um mês de prisão. 

Leia o poema abaixo: 

"Aos idiotas
Antipatriotas
Vendilhões do templo-nação
Digo não
Aos canalhas
E à toda tralha
Que odeia quem trabalha
Digo: Vês, chegará vossa vez
E a vocês restará o lixo da história
Ao juiz
Magistrado pau-mandado
Atolado na toga alugado
Te digo: infeliz meretriz algoz voraz
Tua alma sem paz
Tua casa sem calma
Tua palma à palmatória
Tua fala fina alegrando a escória
Teus dias de triste glória
Tudo finda e ainda tua gala espúria
Aos donos das tvs e dos jornais aliás não digo
Grito: inimigo!
Teu castigo com vigor virá e vigorará
A falência
A concordata
O preço da cocaína
A fuga de anunciantes
E as empresas claudicantes mediante e mendicantes à ruim ruína
Ao construtor do novo e seu motor
Digo amor amante avatar avante
Irrradia radiante a ira que doravante empinarás pelas ruas
Que todo pelego em desassossego se torne assustado
Para dormir um olho aberto e outro fechado
Para comer temer o veneno
Para trepar temer o punhal
Em todo pipoco esperar a bomba a bala o terror
Que a cruviana do tempo sopre e alopre até arrancar os telhados de vidro"

24.01.2018 (entre Porto Alegre e São Paulo)

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