Cicatrizes no papel

E lá pelo meio da poesia, vou começar a ensaiar palavras de amor, e então,como se fosse coincidência, o teu nome vai aparecer

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Tudo o que eu preciso são de umas folhas em branco e de uma caneta. Então me sento e não consigo pensar em nada. Talvez eu também precise conversar com um amigo, e então chamo o velho scotch, e começamos a botar a conversa em dia.

À medida que encho o copo, minha mente continua embaralhada, não consigo botar nada em ordem. E enquanto o copo vai esvaziando a minha mente segue junto, a conversa se prolonga noite adentro e entre uma dose e outra percebo que apesar ter apenas doze anos, Scotch é um bom amigo e tem muito a me ensinar.

Certa hora da madrugada ele me diz que já é tarde e que precisa ir embora, só então percebo como a garrafa já está chegando ao fim, mas agora não importa mais, já está escurecendo e o tempo que eu já não tinha, esta mais perto de acabar.

A caneta e as folhas continuam lá paradas, então eu decido fazer companhia a elas, chego junto, troco umas palavras e começo a explicar minhas idéias, algumas palavras vão tomando forma, algumas outras vão sendo riscadas, mas tudo chega ao fim.

Parece que elas entendem o que eu penso, e juntos conseguimos eternizar minha vida em uma grande poesia. Cercada por prosas, versos, construída por palavras carinhosas.

Mas nem só nisso se resumiria minha vida, como que eu contaria as partes de dificuldade?

Isso seria a parte mais fácil de fazer, é somente soltar o pulso e deixar que a tinta conte parte a parte, pois de uma coisa não se pode duvidar, as palavras sempre buscam a verdade.

E lá pelo meio da poesia, vou começar a ensaiar palavras de amor, e então,como se fosse coincidência, o teu nome vai aparecer, durante muitos versos, durante muitas canções.

E talvez só assim aprenda a dizer o que é amar, o que é sofrer, o que é se apaixonar.

Quando vejo a verdade que as palavras me contam, algumas lágrimas vão caindo e manchando o papel, manchando as palavras, manchando a minha vida.

E espero que seja para sempre assim, até a poesia da minha vida acabar.

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