Cineasta brasileiro critica Bolsonaro durante festival em Veneza

O diretor do filme Deserto Particular, o cineasta baiano Aly Muritiba, foi premiado no Festival de Veneza e, no discurso de agradecimento, criticou o governo Bolsonaro: "depois da eleição de Bolsonaro, todas as minorias passaram a ser sistematicamente perseguidas"

(Foto: Reprodução)
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247 - O cineasta brasileiro Aly Muritiba aproveitou a premiação no Festival de Veneza com o longa Deserto Particular,  para criticar o governo Bolsonaro. O diretor,  que levou o prêmio do público nas Jornadas dos Autores, com 62,6% dos votos, disse que o Brasil enfrenta o momento mais dramático da história pós-ditadura.

"Desde 2016, com o golpe que tirou do poder uma presidenta democraticamente eleita, minha geração, formada depois da ditadura militar, enfrenta o momento mais dramático de sua existência", disse.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, o cineasta ainda destacou que após o golpe contra Dilma Rousseff, o Brasil mergulhou em uma "espiral de ódio que culminou com a ascensão de um fascista como presidente".

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Muritiba destacou, em comunicado divulgado após a premiação, os horrores que o Brasil vem passando desde que Bolsonaro assumiu o poder. Segundo o diretor, esse terror serviu de inspiração para o novo filme.  

"Depois da eleição de Bolsonaro, todas as minorias passaram a ser sistematicamente perseguidas. Essa época de ódio me motivou quando decidi sobre o que seria meu próximo filme. Faria uma obra sobre encontros. Nesse momento de ódio, resolvi fazer um filme sobre o amor", acrescentou.

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Sinopse

Deserto Particular conta a história de Daniel, um policial exemplar de Curitiba que acaba colocando sua carreira em risco ao cometer um erro. Quando Sara, a mulher com quem mantém uma relação virtual, para de responder suas mensagens, ele decide viajar ao Nordeste para procurá-la.

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