Debate sobre o filme "A nossa bandeira jamais será vermelha" será transmitido no CineBrasilTV

O debate acontecerá a partir das 19 horas, após a exibição gratuita do filme na mesma noite, às 18 horas, e será mediado pela jornalista e documentarista Flávia Guerra.

(Foto: Reprodução)
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247-  No dia 30 de abril de 2021 (sexta-feira), o CINEBRASiLTV exibirá, no seu canal do YouTube, um debate com Pablo Guelli, diretor do filme A nossa bandeira jamais será vermelha, e Igor Fuser, professor da UFABC e doutor em

Ciência Política. O debate acontecerá a partir das 19 horas, após a exibição gratuita do filme na mesma noite, às 18 horas, e será mediado pela jornalista e documentarista Flávia Guerra.

O filme faz um diagnóstico da relação entre mídia, poder político e desigualdade social no Brasil, e passa por diversos momentos das relações entre mídia e poder, como o momento da redemocratização que possibilitou aos jornalistas maior autonomia dentro das empresas midiáticas, inclusive pela dívida moral que essas empresas tinham com a sociedade devido ao seu histórico de colaboração com a Ditadura Militar.

No filme, jornalistas e professores universitários fazem depoimentos e análises sobre como a mídia, a partir do primeiro mandato presidencial de Lula, passou a controlar o trabalho dos jornalistas, vetando informações que prejudicassem os políticos da direita. O documentário mostra como a Rede Globo se articulou com a revista Veja para reproduzir notícias falsas, o que contribuiu para a perda de credibilidade no jornalismo e para a criminalização do PT. Entre os casos de perseguição a jornalistas, consta o chocante depoimento do jornalista independente Marco Aurélio Carone (do Novo Jornal, de Belo Horizonte), preso por nove meses sem saber por qual acusação, para impedir que ele denunciasse escândalos envolvendo Aécio Neves e família.

As manipulações de informação contra o PT reproduzidas pela Veja e pela Globo promoveram a ascensão do fascismo, num processo que tem início com apropriação das manifestações de junho de 2013 por atores políticos de extrema-direita. O filme mostra como a cobertura da Globo alterou o sentido original daqueles protestos – que eram contra o aumento da passagem de ônibus e metrô e por acesso a transporte público e gratuito para estudantes –, convertendo essas manifestações em protestos anti-PT e anti-corrupção.

 O documentário explica, assim, como a Rede Globo preparou o cenário para o golpe de Estado de 2016 e promoveu a onda fascista que levou Jair Bolsonaro à presidência da República. Revela também a relação entre a mídia e a manutenção das desigualdades sociais no Brasil.

O filme está disponível no Now, no Prime Vídeo da Amazon e no Cinebrasilja. É dirigindo por Pablo Guelli e inclui participações de grandes jornalistas, como Glenn Greenwald (que atuou no The Intercept e denunciou a Lava Jato), Laura Capriglone (trabalhou na Folha de S. Paulo e fundou o Jornalistas Livres), Luís Nassif (do GGN), e outros jornalistas independentes que lutam levar ao público informações ocultadas e silenciadas pelos grandes meios de comunicação. Também tem análises dos cientistas e professores universitários, como José Arbex Júnior (Doutor em História), que atuou por longos anos como jornalista, além das participações do linguista, sociólogo e filósofo Noam Chomsky e do sociólogo Jessé Souza e outros.

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