Desejo e Depravação

Megaexposição na Suécia retrata a expressão artística da sexualidade humana em seis séculos de história

 O primeiro salão da exposição batizada de Desejo e Depravação, no Museu Nacional de Estocolmo, na Suécia, é composto por mais uma centena de bundas, todas de mulheres, em diversas representações: esculpidas em bronze e mármore, retratadas em telas clássicas ou fragmentadas no espaço em instalações contemporâneas. É o cartão de visitas para a gigantesca mostra de arte que entra em cartaz no dia 26 de março e vai até final de agosto. A escolha de obras que retratam esta parte específica do corpo da mulher não é gratuita: no passado ela simbolizava o pecado, a luxúria e a depravação já que as relações amorosas moralmente corretas deveriam se retringir ao contato frontal. E o que se ocultava tornou-se fetiche para os artistas, que tinham no tema uma forma de expressar a malícia e a perversão sexual.

A sua proposta é retratar e investigar a sexualidade ao longo de seis séculos de história e trazer a esse conjunto um novo ponto de vista: o erotismo que sempre foi produzido por homens para ser admirado por homens dessa vez ganha um olhar feminino. Na parte dedicada à arte contemporãnea há dezenas de obras eróticas feitas por mulheres. Os trabalhos mais antigos, datam do século XVI, entre eles Danaë and the shower of gold, de Adolf Ulrik Wertmülle, e Knabojande, de Martin van Meyten, e entre os mais modernos estão instalações e videoarte do século XXI, como a tela Nicklas, de Sara-Vide Ericson, e He was an assman, I Guess, de Lars Nilsson. (com informações da BBC britânica)

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