HOME > Cultura

Dilma lamenta a morte da atriz Marília Pêra

Após a morte da atriz Marília Pêra, aos 72 anos, vítima de um câncer no pulmão, a presidente Dilma Rousseff disse ter recebido "com tristeza" a notícia do falecimento da artista; para Dilma, ela era "uma das artistas mais talentosas do País, que dedicou sua vida à arte"; "Além de interpretar, Marília cantava, dançava, dirigia e produzia, sempre encantando os brasileiros, na televisão, no cinema e no teatro. Aos amigos, familiares e ao Brasil, meus sentimentos pela perda desta grande atriz", disse 

Após a morte da atriz Marília Pêra, aos 72 anos, vítima de um câncer no pulmão, a presidente Dilma Rousseff disse ter recebido "com tristeza" a notícia do falecimento da artista; para Dilma, ela era "uma das artistas mais talentosas do País, que dedicou sua vida à arte"; "Além de interpretar, Marília cantava, dançava, dirigia e produzia, sempre encantando os brasileiros, na televisão, no cinema e no teatro. Aos amigos, familiares e ao Brasil, meus sentimentos pela perda desta grande atriz", disse  (Foto: Leonardo Lucena)

247 - A presidente Dilma Rousseff lamentou, neste sábado (5), a morte da atriz Marília Pêra, aos 72 anos, vítima de um câncer no pulmão. "Recebi com tristeza a notícia da morte de Marília Pêra, uma das artistas mais talentosas do País, q dedicou sua vida à arte. Além de interpretar, Marília cantava, dançava, dirigia e produzia, sempre encantando os brasileiros, na televisão, no cinema e no teatro. Aos amigos, familiares e ao Brasil, meus sentimentos pela perda desta grande atriz", disse a presidente.

Marília Trabalhou em mais de 50 peças, quase 30 filmes e cerca de 40 novelas, minisséries e programas de televisão. Um dos últimos trabalhos da atriz foi sua participação na série "Pé na Cova', da TV Globo.

Marília Marzullo Pêra, irmã da também atriz e ex-Frenética Sandra Pêra, foi um dos grandes nomes do teatro brasileiro nas últimas sete décadas. Seu pai, o português Manoel Pêra, era ator e tinha uma companhia teatral no Rio; a mãe, Dinorah Marzullo, era atriz. A avó, Antonia Marzullo, fez vários papéis no cinema. Nascida no Rio, em 22 de janeiro de 1943, estreou nos palcos com apenas 19 dias de vida, numa peça que precisava de um bebê.

Marília colecionou personagens marcantes. Na TV, entre outros, a Shirley Sexy de "O cafona", a taxista Noeli de "Bandeira 2" (ambas em 1971), a Rafaela de "Brega & chique" (1987) e a vilã Juliana, na minissérie "O primo Basílio" (1988).

No cinema, depois de uma estreia que não a agradou, em "O homem que comprou o mundo" (1968), de Eduardo Coutinho, persistiu na tela grande. Em 1980, recebeu o prêmio de melhor atriz da Associação dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos, pela prostituta Sueli em "Pixote, a lei do mais fraco", de Hector Babenco. "Isso me abriu as portas do mundo, mas não fui trabalhar nos EUA porque não dominava o inglês", contava. Entre seus 24 filmes, estão "Bar Esperança, o último que fecha" (1983) de Hugo Carvana, e "Central do Brasil" (1998), de Walter Salles.