Djavan: um dos compositores mais importantes da cena internacional

O músico e linguista Gustavo Conde celebra a genialidade de Djavan e antecipa o que será hoje apresentado no programa Pocket Show da Resistência Democrática Vol.16, às 14h, pela TV 247; para Conde "Djavan é um dos maiores compositores da história da canção brasileira e mundial. Ele trouxe uma musicalidade sem precedentes para a cena pop e para a cena do experimentalismo"

O músico e linguista Gustavo Conde celebra a genialidade de Djavan e antecipa o que será hoje apresentado no programa Pocket Show da Resistência Democrática Vol.16, às 14h, pela TV 247; para Conde "Djavan é um dos maiores compositores da história da canção brasileira e mundial. Ele trouxe uma musicalidade sem precedentes para a cena pop e para a cena do experimentalismo"
O músico e linguista Gustavo Conde celebra a genialidade de Djavan e antecipa o que será hoje apresentado no programa Pocket Show da Resistência Democrática Vol.16, às 14h, pela TV 247; para Conde "Djavan é um dos maiores compositores da história da canção brasileira e mundial. Ele trouxe uma musicalidade sem precedentes para a cena pop e para a cena do experimentalismo" (Foto: Gustavo Conde)

Por Gustavo Conde - Djavan é um dos maiores compositores da história da canção brasileira e mundial. Ele trouxe uma musicalidade sem precedentes para a cena pop e para a cena do experimentalismo. Transitou pela canção romântica e pela estética fonográfica mais industrializada, mas isso jamais colocou em xeque a dimensão de seu talento, pelo contrário: ele adentrou o terreno das FMs e das trilhas de novela com extrema elegância e sensibilidade – sem deixar de ser o gênio musical que sempre foi e é.

Djavan assombrou o mundo do jazz com seu álbum Luz, de 1982, que foi produzido, nada mais nada menos, por Quincy Jones, o maior produtor musical da história do jazz-pop (produtor de Michael Jackson e estrelas máximas do jazz, como Miles Davis e Bill Evans). Os músicos do mundo inteiro reverenciam Djavan como um fenômeno, um iguaria da cena pop que mescla África e Brasil.

Stevie Wonder tocou gaita na faixa Samurai deste álbum de 1982, só para se ter uma ideia do prestígio e do respeito que Djavan impôs na cena musical internacional, com sua verve composicional e sua singularidade vocal, dono de um ‘scat’ único e de um poder de ‘improvisação controlada’ que só os gigantes do jazz sonham administrar.

Djavan ainda teve passagem importante pela música étnica, criando o selo Luanda e gravando na África, numa de suas mais contundentes incursões políticas e estéticas.

Recebeu críticas injustas (sem base técnica), quando foi ‘acusado’ de compor letras que “não faziam sentido”. Um absurdo de preconceito que já prenunciava a mediocridade de interpretação de texto que estaria por vir no Brasil. As letras de Djavan são sofisticadíssimas, plenas do mais profundo, lírico e avassalador sentido poético e passional.

A grandeza de Djavan merece ser celebrada e seu cancioneiro permanece sendo um dos mais densos trabalhos composicionais da história da canção brasileira. Viva, Djavan. 

 

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