Dois séculos de arte

Exposio de gravuras raras de artistas como Rembrandt e Goya e muitas obras que vieram ao Brasil com Dom Joo VI, em 1808, marca os 200 anos da Biblioteca Nacional

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Agência Brasil – Um expressivo conjunto de raridades do valioso acervo da Biblioteca Nacional está em exibição até 18 de setembro no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. A exposição “Mestres da Gravura” apresenta 171 obras de 82 artistas, todas criadas entre o século 15 e a primeira metade do século 19, período em que nomes como Dürer, Rembrandt e Goya fizeram dessa técnica um meio de difundir a arte.

A obra ao lado, do pintor espanhol Francisco José de Goya y Lucientes, integra a mostra. Do acervo da Biblioteca Nacional Digital, seu título é “Disparate feminino”, da série Os Provérbios (1815 – 1823). A mostra faz parte das comemorações pelos 200 anos da Biblioteca Nacional, uma das dez maiores do mundo. Em matéria de gravuras, a instituição é detentora da mais importante coleção do país, com cerca de 30 mil itens.

Divididas em coleções de cada um dos países de origem – Alemanha, Holanda, Itália, França, Flandres, Inglaterra, Espanha e Portugal –, as gravuras são apresentadas na exposição por ordem cronológica de nascimento dos gravadores. Entre os destaques, estão as obras do alemão Albrecht Dürer, do holandês Harmenszoon van Rijn Rembrandt, do italiano Giovanni Piranesi, do francês Jacques Callot, do inglês William Hogarth e do espanhol Francisco de Goya.

“Esse conjunto de raridades não é mostrado em sua totalidade desde o século 19”, afirma a curadora da mostra, Fernanda Terra. “Nós selecionamos as gravuras da coleção mais antiga da Biblioteca Nacional, que é justamente aquele conjunto de obras que veio para o Brasil com Dom João VI, em 1808”, explica. Segundo Patricia Terra, apenas alguns itens agora expostos vieram de outras coleções, dos séculos 18 e 19, e não da Real Biblioteca, que constitui o acervo inicial da que é hoje a maior biblioteca brasileira. “A mostra abrange desde a xilogravura, que foi a primeira técnica de gravação desenvolvida no Ocidente desde o século 15 até às gravuras a base de metal, do século 18”, diz a curadora. Compõem a seleção tanto gravuras originais quanto gravuras de reprodução, em que o gravador partiu do trabalho de um outro artista, com o objetivo de divulgar a obra daquele criador e fazer circular a imagem.

A exposição Mestres da Gravura pode ser visitada de terça a domingo, das 12h às 19h, com entrada franca. No dia 3 de setembro, haverá uma visita guiada. O Centro Cultural Correios fica no centro do Rio de Janeiro.

 

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