Duvivier sobre o Carnaval: “a gente precisa construir um país à altura dessa festa”

O comediante Gregório Duvivier escreve coluna no jornal Folha de S. Paulo sobre a relação do brasileiro com o Carnaval; para Duvivier, "a gente faz a maior festa popular do planeta, e a gente tem a gente mais legal do planeta"; "O que a gente precisa é construir um país que esteja à altura dessa festa e dessa gente", conclui o colunista

O comediante Gregório Duvivier escreve coluna no jornal Folha de S. Paulo sobre a relação do brasileiro com o Carnaval; para Duvivier, "a gente faz a maior festa popular do planeta, e a gente tem a gente mais legal do planeta"; "O que a gente precisa é construir um país que esteja à altura dessa festa e dessa gente", conclui o colunista
O comediante Gregório Duvivier escreve coluna no jornal Folha de S. Paulo sobre a relação do brasileiro com o Carnaval; para Duvivier, "a gente faz a maior festa popular do planeta, e a gente tem a gente mais legal do planeta"; "O que a gente precisa é construir um país que esteja à altura dessa festa e dessa gente", conclui o colunista (Foto: Charles Nisz)

247 -  O comediante Gregório Duvivier escreveu uma reflexão sobre o Carnaval e a situação política e social do Brasil, publicada no jornal Folha de S.Paulo. Duvivier conta que "a melhor parte aconteceu em janeiro, dentro de uma sala de parto, em Laranjeiras — sem ajuda de nenhum psicotrópico. Ali, segurando em minhas mãos três quilos e seiscentos de filha, pensei algo que eu nunca tinha pensado antes: isso aqui é melhor que o Carnaval".

O comediante prossegue lamentando o Carnaval: "na janela, me flagrei xingando os foliões que confundiam o canteiro em frente ao meu prédio com um banheiro químico. Qual o sentido disso tudo? Essa euforia sem sentido num país miserável? Vão cuidar de seus filhos, seus desnaturados. Por isso é que esse país não vai pra frente".

Duvivier conta que tudo isso foi esquecido quando os avós toparam cuidar da filha dele e ele e a esposa foram para um bloco: quando a gente viu, a gente tava descendo a Ladeira da Glória, nem aí pros corpos suados, “meu coração, não sei por que, bate feliz quando te vê” e daí a gente lembrou por que a gente ama essa cidade, e esse país, porque a gente tem a melhor música do planeta, e a gente faz a maior festa popular do planeta, e a gente tem a gente mais legal do planeta".

"O que a gente precisa é construir um país que esteja à altura dessa festa e dessa gente, Caetano diria: o Brasil precisa merecer o Carnaval, e mais ainda: o Brasil precisa merecer o Caetano, e a gente saiu correndo pra casa pra tomar um banho de álcool gel e abraçar a nossa filha, elucubrando fantasias possíveis pro Carnaval do ano que vem", encerra o colunista.

 

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