Em show, Miklos cobra defesa 'da ordem democrática'

Em apresentação do Titãs em Cuiabá, pequeno coro contra Dilma Rousseff vindo de um camarote não foi aderido pela plateia como um todo e acabou constrangido com a resposta do vocalista Paulo Miklos: “Vamos manter a ordem democrática! Lutamos por isso, democracia acima de tudo!”

Em apresentação do Titãs em Cuiabá, pequeno coro contra Dilma Rousseff vindo de um camarote não foi aderido pela plateia como um todo e acabou constrangido com a resposta do vocalista Paulo Miklos: “Vamos manter a ordem democrática! Lutamos por isso, democracia acima de tudo!”
Em apresentação do Titãs em Cuiabá, pequeno coro contra Dilma Rousseff vindo de um camarote não foi aderido pela plateia como um todo e acabou constrangido com a resposta do vocalista Paulo Miklos: “Vamos manter a ordem democrática! Lutamos por isso, democracia acima de tudo!” (Foto: Roberta Namour)
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Por Revista Forum

No último sábado (8), no show da banda Titãs em Cuiabá, capital mato-grossense, um pequeno grupo bem que tentou, mas não conseguiu convencer o conjunto e nem o restante da plateia a aderir ao seu “Fora, Dilma”.

Sem a rebeldia e o visual característico do rock, a apresentação contava com pessoas relativamente elitizadas. De acordo com o blogueiro Fábio Ramirez, que estava no show, a maior parte do público era composta por homens de social e mulheres de vestido e salto alto – de certa forma até compreensível pelo preço cobrado pelos ingressos na casa de shows Musiva, que ia de R$100 a R$1000.

Segundo Ramirez, em dado momento, parte desse público – que estava no camarote – resolveu se manifestar. Os Titãs haviam acabado de tocar a música ‘Fardado’, lançada em 2014 e inspirada na violência policial deflagrada nas jornadas de junho de 2013, quando uma ‘meia dúzia’ de pessoas tentou contaminar o restante da plateia com gritos contra a presidenta.

O grupo musical fez, então, uma pequena pausa e, como resposta, executou a música “Desordem”. “Decidimos tocar essa música, que não tocamos desde 87, porque ela está muito atual”, antecipou o vocalista Paulo Miklos antes de começar a canção que questionava: “Quem quer manter a ordem? Quem quer criar desordem?”.

O grupo do camarote, talvez por não ter entendido o recado, puxou novamente o grito de protesto, mas dessa vez Miklos foi mais direto, constrangendo a minoria que tentava inflamar o ódio na apresentação. “Vamos manter a ordem democrática! Lutamos por isso, democracia acima de tudo!”, desabafou ao microfone.

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