Energia punk de álbum rejuvenesce Titãs

Show em So Paulo em homenagem ao disco Cabea Dinossauro celebra importncia do lbum para a msica brasileira

Energia punk de álbum rejuvenesce Titãs
Energia punk de álbum rejuvenesce Titãs (Foto: Bruno Oliveira)

Por Bruno Oliveira, para o Brasil 247 _ Vinte e cinco anos após o seu lançamento (junho de 1986), “Cabeça Dinossauro”, terceiro disco dos Titãs, continua soando atual e relevante. Talvez tenha sido este um dos motivos que levou o público a lotar o show da banda na noite deste sábado no Sesc Belenzinho, em São Paulo.

Celebrando 30 anos de carreira em 2012, a banda decidiu apresentar, no Projeto Álbum do Sesc Belenzinho, o repertório de “Cabeça Dinossauro”, considerado pela crítica um dos melhores discos do rock brasileiro de todos os tempos. Em seu show, estiveram como testemunhas senhores e senhoras na faixa dos 50 anos, casais entre 30 e 35 e jovens de vinte e poucos anos. Em comum entre eles, a empolgação, que perdeu apenas para o entusiasmo de Paulo Miklos, 53, Branco Mello, 49, Tony Bellotto, 51, e Sergio Britto, 52, além do baterista Mário Fabre, 43, que entrou para a banda em fevereiro de 2010, depois da saída de Charles Gavin.

O repertório anárquico do disco fez os músicos cinquentões mostrarem muita energia. As canções foram apresentadas praticamente na mesma ordem do álbum. Assim, o show começou com o ‘cartão de visita’ “Cabeça Dinossauro” e seguiu com os desabafos “AA UU” e “Igreja”. Na sequência, “Polícia”, cuja composição de Bellotto retrata a experiência pessoal dele e do ex-companheiro Arnaldo Antunes quando foram presos em novembro de 1985 por porte de heroína. A música, uma das mais agressivas do disco, foi cantada com a mesma raiva de sempre pela plateia.

A clara satisfação dos músicos ficava ainda mais intensa com a reação dos fãs. “Estado Violência”, “Porrada” e “Tô Cansado” mantiverem o clima de contestação do show, que contou também com os clássicos da discografia titânica “Bichos Escrotos”, “Família” e “Homem Primata”, também presentes no álbum.

“Dívidas” e “O Que” encerraram a parte celebração do show, que depois, para a felicidade do público, teve diversos outros hits, como “Nem sempre se pode ser Deus”, “Diversão”, “O pulso”, “Será que é disso que eu necessito?”, “Lugar nenhum”, entre outras.

A apresentação terminou com “Flores” e com uma brincadeira de Miklos, dizendo que a comemoração de 30 anos não está com nada, e que a banda já combinou que seguirá na estrada por ‘apenas’ mais 30 anos. Depois da energia vista no show, é melhor não duvidar.

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