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Cultura

Espetáculo usa diversas linguagens para retratar fases da vida

O Memorial da Inclusão, na zona oeste paulistana, recebe o espetáculo e exposição 3x4: A Menina do Retrato; o trabalho reúne diversas linguagens para poder ser acessível ao maior público possível, especialmente pessoas com deficiência; “A gente pode chamar essa trabalho de arte híbrida. A intenção é mostrar para um público maior, especialmente pessoas com deficiência, para que tenham acesso ao conteúdo do espetáculo”, diz a idealizadora do projeto, Daniella Forchetti

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O Memorial da Inclusão, na zona oeste paulistana, recebe o espetáculo e exposição 3x4: A Menina do Retrato; o trabalho reúne diversas linguagens para poder ser acessível ao maior público possível, especialmente pessoas com deficiência; “A gente pode chamar essa trabalho de arte híbrida. A intenção é mostrar para um público maior, especialmente pessoas com deficiência, para que tenham acesso ao conteúdo do espetáculo”, diz a idealizadora do projeto, Daniella Forchetti (Foto: Valter Lima)
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Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil

O Memorial da Inclusão, na zona oeste paulistana, recebe o espetáculo e exposição 3x4: A Menina do Retrato. O trabalho reúne diversas linguagens para poder ser acessível ao maior público possível, especialmente pessoas com deficiência. “A gente pode chamar essa trabalho de arte híbrida. A intenção é mostrar para um público maior, especialmente pessoas com deficiência, para que tenham acesso ao conteúdo do espetáculo”, diz a idealizadora do projeto, Daniella Forchetti.

Com temática infantojuvenil, a criação coreográfica conta a história de uma menina da infância à velhice. O foco são as transformações ao longo da vida. “A gente quer mostrar que todas as fases da vida são importantes. A questão do feminino, o quanto a mulher vai se desdobrando em diferentes fases dela mesma.”, destaca Daniella.

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Cada fase uma das quatro fases da vida é interpretada por uma artista diferente, em uma ideia que também enfatiza a multiplicidade e a diversidade. “Não é porque somos diferentes que não poderíamos fazer a mesma personagem. Na própria vida de uma pessoa, ela também pode se tornar pessoas diferentes, com cabelos e formas diferentes. Inclusive, se tornar uma pessoa com deficiência, porque isso pode acontecer com qualquer um”, acrescenta a coordenadora do grupo DiDanDa.

A companhia, que incluiu ainda uma intérprete de Libras, totalizando cinco integrantes, surgiu a partir das pesquisas de Daniella sobre arte e inclusão. A audiodescrição e a narração em linguagem de sinais, mais do que formas de tornar o espetáculo acessível, interagem diretamente com a dança e a música. “A coreografia do espetáculo interage com a interpretação de Libras e a audiodescrição”, ressalta a idealizadora.

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Sem diálogos, toda a narrativa se desenrola por meio da dança e das letras das músicas. A história é recontada com objetos. “Tem as fotografias. As esculturas feitas pela Shirley Caetano, que é a nossa intérprete-criadora”, conta Daniella a respeito da artista que tem deficiência visual e auditiva.

“Ela criou cinco esculturas, para cada uma das intérpretes do grupo. E a partir dessas esculturas eu construí a narrativa da exposição. Então, você vai ver a imagem fotográfica representando a escultura, a imagem da escultura, o relevo da escultura em autocontraste e a escultura em si no grupo, como se a gente pudesse fazer uma analogia ao trabalho”, detalha Daniella.

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A exposição fica em cartaz até o dia 29 de junho no memorial. O espetáculo será apresentado cinco vezes nesse período.

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