"Estupidez intelectual": deputado reage à censura do poeta Manoel de Barros no Enem

Versos do poeta Manoel de Barros foram vetados na prova, por supostamente contrariarem versículo do Evangelho de João. Deputado Fábio Trad criticou

Poeta Manoel de Barros
Poeta Manoel de Barros (Foto: Marcelo Buainain/Divulgação/Itaú Cultural)
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247 - O deputado estadual Fábio Trad (PSD-MS) criticou a censura feita pelos técnicos do Ministério da Educação no Enem. Ele citou, especificamente,  a retirada do poema de Manoel de Barros, nascido em Cuiabá, capital do seu Estado. 

“No descomeço era o verbo”, uma oposição a “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus (João 1:1-4)”. Na justificativa dos censores, usar tal verso “fere sentimento religioso e a liberdade de crença.”

A indignação foi exposta nas redes sociais "Nosso poeta maior, gente da gente, Manoel de Barros foi censurado pela estupidez intelectual dos técnicos do Ministério da Educação para a prova do ENEM. Alegaram que uma poesia da lavra do escritor contrariava a Bíblia. Inacreditável, mas aconteceu", escreveu.

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Nesta semana, documentos e provas anteriores do ENEM foram divulgados,  o que comprovou a intereferência ideológica na elaboração das provas pelo governo Bolsonaro.

"Minha solidariedade à memória de Manoel de Barros cuja obra jamais poderá ser compreendida por quem não sabe diferenciar a finalidade da  arte e o propósito da religião", finalizou o político.

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Ao censurar questões do Enem por razões religiosas, o governo Bolsonaro fere o princípio constitucional do Estado laico.

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