Fábio Brazza: o rap moldou minha consciência social

"O rap moldou minhas consciência social. Quando eu escutava Racionais era como conhecer a história do Brasil que não é relatada nos livros da escola, narrada pelos próprios personagens", disse o artista em entrevista à TV 247; as palavras ganham mais força por conta da origem social de Brazza, um branco de classe média alta; "Quando ouvi rap pela primeira vez minha ficha caiu. As letras, com histórias de conflitos sociais e raciais, me aproximaram de uma realidade que um garoto da minha origem jamais teria contato. A minha forma de agradecer a tudo isso é fazendo também rap, é entrando junto na luta junto com os caras. Sou a favor de todos os programas que tenham como objetivo diminuir as diferenças entre brancos e negros, entre ricos e pobres", defende; assista

"O rap moldou minhas consciência social. Quando eu escutava Racionais era como conhecer a história do Brasil que não é relatada nos livros da escola, narrada pelos próprios personagens", disse o artista em entrevista à TV 247; as palavras ganham mais força por conta da origem social de Brazza, um branco de classe média alta; "Quando ouvi rap pela primeira vez minha ficha caiu. As letras, com histórias de conflitos sociais e raciais, me aproximaram de uma realidade que um garoto da minha origem jamais teria contato. A minha forma de agradecer a tudo isso é fazendo também rap, é entrando junto na luta junto com os caras. Sou a favor de todos os programas que tenham como objetivo diminuir as diferenças entre brancos e negros, entre ricos e pobres", defende; assista
"O rap moldou minhas consciência social. Quando eu escutava Racionais era como conhecer a história do Brasil que não é relatada nos livros da escola, narrada pelos próprios personagens", disse o artista em entrevista à TV 247; as palavras ganham mais força por conta da origem social de Brazza, um branco de classe média alta; "Quando ouvi rap pela primeira vez minha ficha caiu. As letras, com histórias de conflitos sociais e raciais, me aproximaram de uma realidade que um garoto da minha origem jamais teria contato. A minha forma de agradecer a tudo isso é fazendo também rap, é entrando junto na luta junto com os caras. Sou a favor de todos os programas que tenham como objetivo diminuir as diferenças entre brancos e negros, entre ricos e pobres", defende; assista (Foto: Gisele Federicce)

Por Tom Cardoso, do 247 - "Eu nunca quis ser o Homem-Aranha, o Superman. Quando eu tinha onze anos, eu queria era ser o Mano Brown, o Cartola. Os meus heróis eram e são todos negros", diz Fábio Brazza, 27 anos, um dos grandes nomes da nova geração do rap brasileiro, em entrevista exclusiva à TV 247.

"O rap moldou minhas consciência social. Quando eu escutava Racionais era como conhecer a história do Brasil que não é relatada nos livros da escola, narrada pelos próprios personagens", disse ele.

As palavras ganham mais força por conta da origem social de Brazza, um branco de classe média alta, morador do bairro Itaim, que passou por cinco escolas particulares sem ter um só colega negro.

"Quando ouvi rap pela primeira vez minha ficha caiu. As letras, com histórias de conflitos sociais e raciais, me aproximaram de uma realidade que um garoto da minha origem jamais teria contato. A minha forma de agradecer a tudo isso é fazendo também rap, é entrando junto na luta junto com os caras. Sou a favor de todos os programas que tenham como objetivo diminuir as diferenças entre brancos e negros, entre ricos e pobres", conta.

Com milhões de seguidores nas redes sociais, elogiado pelas letras sarcásticas e combativas, Brazza tornou-se popular no Desimpedidos, canal de humor e futebol, com milhões de seguidores. Fez sucesso pelo seu poder de improviso, dom que ele descobriu numa prova de fogo: em plena batalha de rimas no Metrô Santa Cruz, um dos redutos do rap brasileiro.

"Fui recebido na batalha de Santa Cruz como um intruso, como um estranho no ninho. Um branco, de classe média, agasalho da GAP, querendo tirar onda", lembra Brazza. Saiu de lá como o campeão do duelo, feito repetido na segunda seguinte. "Nunca mais ninguém me zoou de playboy. E foi um grande aprendizado pra mim, pois até então, nas baladas com os meus amigos, as pessoas eram sempre julgadas pelo seu patrimônio, pelo carro, pela roupa, ou por serem filhas de pessoas importantes. Lá na batalha só interesse uma coisa: se você é bom ou não no que faz".

Apesar de não ter preferência por nenhum partido, Brazza se diz uma pessoa de esquerda. Ele foi contra a saída de Dilma Rousseff, mesmo não tendo simpatia pela presidente deposta. "Quem a tirou, de forma injusta, pelas pedaladas fiscais cometidas também pelos governos anteriores, foi a corja formada por Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Aécio Neves, que continua no poder.

Brazza condena o Judiciário, que ele chama de "classista", por manter Rafael Braga na cadeia e o golpista da mala na presidência. É como eu canto em "País de Poucos": "Ostentando seus troféus/ Aquele que senta no trono dos reis/ Desconhece o banco dos réus/ Desfila impunemente o lorde dos falsos/ E a Justiça é como a serpente, só morde os descalços"

Brazza foi introduzido na música pelo avô, o poeta concretista Ronaldo Azeredo, próximo dos irmãos Campos e de Arnaldo Antunes (que, aliás, gravou um clipe ao lado de Brazza), o primeiro a lhe apresentar Noel Rosa. "Ele me chamou para ouvir 'Conversa de Botequim".

"Fiquei chocado com a riqueza das rimas, da métrica, com o humor e irreverência de Noel. Deu um estalo: 'Dá pra fazer tudo isso numa música? Então é isso que eu quero fazer", diz Brazza. "Comecei no samba, imitando Noel, mas logo descobrir o rap, a minha outra paixão. Sou rapper, mas se precisar fazer samba é só me dar um cavaquinho".

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