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Fernando Morais critica tentativa de família embargar filme de Chatô

"Notícia muito grave. Por meio de uma notificação extrajudicial, dois netos de Assis Chateaubriand estão tentando proibir a estreia do filme 'Chatô, o rei do brasil', de Guilherme Fontes. Os herdeiros alegam que no filme, Chateaubriand é acusado de matar o presidente da república e de seduzir e estuprar uma menor de idade. Não sei que filme os herdeiros de Chatô assistiram, mas certamente não foi o que eu e centenas de pessoas vimos anteontem em São Paulo", escreveu o jornalista e escritor em sua página no Facebook

"Notícia muito grave. Por meio de uma notificação extrajudicial, dois netos de Assis Chateaubriand estão tentando proibir a estreia do filme 'Chatô, o rei do brasil', de Guilherme Fontes. Os herdeiros alegam que no filme, Chateaubriand é acusado de matar o presidente da república e de seduzir e estuprar uma menor de idade. Não sei que filme os herdeiros de Chatô assistiram, mas certamente não foi o que eu e centenas de pessoas vimos anteontem em São Paulo", escreveu o jornalista e escritor em sua página no Facebook (Foto: Valter Lima)

247 - O escritor Fernando Morais criticou a tentativa da família de Assis Chateaubriand de proibir a estreia do filme "Chatô, o Rei do Brasil".

"Notícia muito grave. Peço a todos que compartilhem para denunciar uma violência. Por meio de uma notificação extrajudicial, dois netos de Assis Chateaubriand estão tentando proibir a estreia do filme “Chatô, o rei do brasil”, de Guilherme Fontes. Os herdeiros alegam que no filme, Chateaubriand é acusado de matar o presidente da república e de seduzir e estuprar uma menor de idade. Não sei que filme os herdeiros de Chatô assistiram, mas certamente não foi o que eu e centenas de pessoas vimos anteontem em São Paulo", afirmou.

No filme (e no livro), ressalta Morais, Chatô não mata ninguém. "É possível que eles estejam se referindo não à morte, mas à castração do industrial Oscar Flues – esta, sim, real e realizada por ordem de Chatô. Fato, aliás, fartamente noticiado pela imprensa da época. Quanto à “menor”, Chatô não seduziu nem estuprou. Ele, aos 42 anos, casou-se com a garota, que tinha então 16 anos. Os herdeiros de Chatô talvez não saibam, mas a ditadura acabou há trinta anos. e, com ela, felizmente, a censura", disse.