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Filme da Lava Jato é comédia, diz Fernando Brito

Um filme da Lava Jato dificilmente deixaria de ser parcial – o que já é difícil em qualquer situação no cinema – como a própria operação. O diretor do filme se “defende”, dizendo que “votou no Lula” e que as falcatruas de tucanos, Temer & companhia, que não vieram ao caso no filme,  ficarão para uma “continuação”. Está certo. Saímos do thriller para entrar na comédia; leia a análise de Fernando Brito, editor do Tijolaço

Filme A Lei é para Todos (Foto: Leonardo Attuch)

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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Bernardo Mello Franco, na Folha, analisa o filme “A Lei é para Todos” , o – isso digo eu – próximo fracasso de bilheteria do cinema brasileiro.

O roteiro não tem vergonha de nada: retrata investigadores como heróis quase infalíveis e recorre à caricatura para barrar qualquer empatia com os investigados.

A produção assume um partido desde o título: o partido da polícia. A ação é comandada por um trio de delegados determinados a prender políticos corruptos e passar o país a limpo.

O protagonismo dos homens de preto é tanto que os procuradores da força-tarefa e o juiz Sergio Moro, representado pelo galã Marcelo Serrado, ficam relegados a papéis secundários.

O filme adota tratamento desigual até na apresentação dos personagens.

Políticos e empreiteiros aparecem com nomes reais, como Lula e Marcelo Odebrecht. Os investigadores são protegidos por pseudônimos, embora alguns pareçam clones dos originais.

Um filme da Lava Jato dificilmente deixaria de ser parcial – o que já é difícil em qualquer situação no cinema – como a própria operação.

O diretor do filme se “defende”, dizendo que “votou no Lula” e que as falcatruas de tucanos, Temer & companhia, que não vieram ao caso no filme,  ficarão para uma “continuação”.

Está certo. Saímos do thriller para entrar na comédia.

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