Filme é proibido no Brasil

O longa-metragem A Serbian Film o primeiro a ser censurado no Pas em 25 anos

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Natália Rangel_247 – Após um mês de análise, o dobro do tempo habitualmente dedicado a este tipo de avaliação, o departamento que cria a Classificação Indicativa para os audiovisuais, do Ministério da Justiça, decidiu proibir a veiculação de “A Serbian Film”, longa-metragem de Srdjan Spasojevic, no Rio de Janeiro, e também suspendê-la provisoriamente em todo o País. O filme também teve a sua exibição embargada em outros países devido a cenas de abuso sexual e violência explícita. No Brasil, a proibição também está relacionada a um processo que estaria investigando a participação de crianças nas cenas mais fortes da obra. Segundo os distribuidores, todas estas sequências foram filmadas com robôs ou manequins e que isto é comprovado por um making of que acompanha a divulgação do filme. O jornal O Globo divulgou nesta sexta-feira 29 informação de que o procurador Fernando Martins, de Minas Gerais, lista 19 razões para justificar a censura do filme no Brasil, entre elas “que o referido filme contém até mesmo cenas em que se simulam atos sexuais com criança e com recém-nascido”. A única cópia em 35mm no Brasil foi apreendida pela Justiça.

Esta foi a primeira vez que um filme foi objeto de proibição no país desde a promulgação da Constituição de 1988 -- o último foi “Je Vous Salue Marie”, de Jean Luc Godard, em 1986. “A Serbian Film” já foi exibido no Brasil no Festival Lume de Cinema, em São Luiz do Maranhão, e no Fantaspoa – Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre. No sábado 23 o filme seria exibido no RioFan – Festival de Filmes Fantásticos do Rio de Janeiro -- mas foi retirado da programação a pedido de seu patrocinador, a Caixa Econômica Federal. A nova sessão programada pelo Grupo Estação foi proibida por liminar expedida junto à 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, a pedido de integrantes dos Democratas (DEM).

O enredo centra-se na história de um ator de filmes pornográficos que é envolvido em uma armadilha e se torna refém de um grupo cruel. Explora o limite das perversidades humanas de maneira explícita e está sendo defendido pelas entidades que se opõem a sua censura como uma obra que mostra o horror promovido pela crueldade dos seres humanos -- isto vindo de um país que vivenciou nas últimas décadas graves crimes contra a humanidade. Grupos como a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), a Associação dos Roteiristas (AR), a Associação Brasileira dos Documentaristas (ABD), o Congresso Brasileiro de Cinema (CBC) e o Conselho Nacional de Cineclubes (CNC) se posicionaram ou contra o veto à primeira exibição ou à censura no Rio de Janeiro.

(com informações do site Filme B)

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