Flip nega que Bolsonaro fará abertura da feira literária

Com a negativa oficial da organização da feira, o 247 pede desculpas aos leitores pela informação incorreta que publicou nesta tarde. A próxima edição do evento vai quebrar sua tradição de homenagear um autor brasileiro e dará destaque à poeta Elisabeth Bishop, que já defendeu o golpe 1964

(Foto: Agência Brasil)

247 - A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) negou que tenha convidado Jair Bolsonaro ou que ele estará presente na edição de 2020 do evento, marcado para acontecer entre os dias 29 de julho e 2 de agosto.

"A Flip nega que Jair Bolsonaro tenha sido convidado ou vá participar da Festa Literária Internacional de Paraty de 2020. As fake news que circulam pelas redes sociais anunciando a presença do presidente no evento não tem nenhum fundamento", postou a organização da feira.

A informação de que Bolsonaro pretendia estar na abertura do evento havia sido publicada pelo 247 na tarde desta terça-feira 26. Com a negativa oficial da Flip, o Brasil 247 pede desculpas aos seus leitores pela divulgação incorreta da matéria, que já foi excluída do site.

Homenagem a Elisabeth Bishop

A próxima edição da Flip vai quebrar sua tradição de homenagear um autor brasileiro e dedicará esse espaço à poeta estadunidense Elisabeth Bishop, que já morou no Brasil e defendeu o golpe militar de 1964.

"Foi uma revolução rápida e bonita", definiu Bishop sobre o período. "A suspensão dos direitos, a cassação de boa parte do Congresso etc., isso tinha de ser feito, por mais sinistro que pareça", escreveu ainda. 

"De outro modo teria sido uma mera 'deposição', e não uma 'revolução' - muitos homens de Goulart continuariam lá no Congresso, todos os comunistas ricos fugiriam (como alguns fugiram, é claro) e os pobres e ignorantes seriam entregues à sua sorte", continuou.

Nascida em Worcester, nos Estados Unidos, em 1911, Bishop passou 20 anos no Brasil, onde morou de 1951 e 1971 no Rio, em Petrópolis e em Ouro Preto. 

De 1951 a 1965, a poeta viveu com a arquiteta Lota de Macedo Soares (1910-1967), que, junto com o arquiteto Sérgio Bernardes, projetou a casa de vidro e alumínio onde as duas moraram em Petrópolis. O filme “Flores raras”, de Bruno Barreto, narra o romance das duas.

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