Gabriel O Pensador lança música de protesto

Cano "Linha Torta" resposta polmica da participao do cantor na Feira do Livro de Bento Gonalves (RS); assista ao clipe

Gabriel O Pensador lança música de protesto
Gabriel O Pensador lança música de protesto (Foto: Reprodução)

247 - “Meu pai, eu confesso, eu faço prosa e verso. Na feira eu vendo livro, no Jô eu vendo ingresso”. Esse é um dos versos de “Linha Torta”, a música de protesto de Gabriel, O Pensador, lançada semanas após a polêmica da participação do cantor na Feira do Livro de Bento Gonçalves.

O clipe, divulgado na quarta, mesmo dia de abertura da Feira, fala da paixão do cantor pela escrita e relembra – ou informa para quem não sabe – que Gabriel também é escritor. O artista já lançou três livros.

A canção é uma resposta às críticas que o cantor recebeu após alguns participantes da Feira descobrirem que ele receberia R$ 170 mil, da prefeitura da cidade, por seus serviços, que incluíam o show e a distribuição de dois de seus livros infantis.

Quem liderou o protesto foi o escritor gaúcho Fabrício Carpinejar, que divulgou uma carta aberta e cancelou sua participação no evento por discordar do fato de todos os escritores recebem R$ 1 mil e O Pensador ter um cachê gordo.

À época, o cantor disse, em entrevista ao portal G1, que “o tom que o Fabrício Carpinejar usou, ao citar que a prefeitura faria economia convidando autores locais para ser o patrono da feira levou a conversa para um clima ruim”.

O Pensador também explicou que aquele valor estava atrelado ao fato de ele ser o patrono do evento, como também era para comprar duas mil unidades de seus livros “Diário Noturno” e “Um Garoto Chamado Roberto”, além de custear o show ao ar livre no, que teria entrada franca. “Cada livro custa R$ 35. O total só em livros chega a R$ 70 mil, se contarmos os impostos. Outra parte do cachê seria por um show, que seria em praça pública, no encerramento do evento. O cachê é de R$ 60 mil, mais os custos de passagens para a banda, hospedagens e impostos”, explicou o cantor, que estava pensando em cancelar a participação.

No entanto, o Ministério Público do RS cancelou o contrato da prefeitura de Bento Gonçalves com Gabriel, sob o argumento de que o custo total da Feira era de R$ 220 mil e não faria sentido pagar R$ 170 mil só para o artista.

 

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