Globo faz paródia de Bolsonaro: um ditador na Vila Militar do Chaves

A TV Globo apresentou na noite desta segunda-feira uma paródia do governo Bolsonaro com uma contundente crítica ao regime recém-instalado; Bolsonaro foi apresentado como Jair, o novo dono da Vila Militar do Chaves, numa paródia do seriado mexicano; foi no programa "Tá no Ar: A TV na TV", no quadro estrelado pelo comediante Marcelo Adnet; logo que "Jair" apareceu, Chiquinha bradou o slogan que marcou a campanha eleitoral: "Ele não!"; assista

Globo faz paródia de Bolsonaro: um ditador na Vila Militar do Chaves
Globo faz paródia de Bolsonaro: um ditador na Vila Militar do Chaves

247 com Fórum - O primeiro episódio da sexta e última temporada do "Tá no Ar: A TV na TV" da Rede Globo apresentou na noite desta segunda (15) uma paródia do governo Bolsonaro com uma direta e contundente crítica ao novo regime. Bolsonaro foi apresentado como Jair, dono da Vila Militar do Chaves, paródia do seriado mexicano que no Brasil é propriedade do SBT. Logo que ele apareceu, Chiquinha bradou o slogan que marcou a campanha eleitoral: "Ele não!". Assista ao final.

Marcelo Adnet, que já havia imitado Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, apareceu fardado, em trajes militares, falando como o novo presidente. Ele foi apresentado como “o novo dono da vila, Jair”. Falando com a língua presa ao imitar Bolsonaro, Adnet cobra os “14 meses de aluguéis” de seu Madruga – “é melhor você já ir pagando os aluguéis” -, que diz estar desempregado e recebe como resposta: “Desempregado? VA GA BUN DO”, mandando prender o personagem.

Chama Chaves de “VA-GA-BUN-DO” ao saber que ele mora num barril e manda prendê-lo também.

Chama de “VA-GA-BUN-DO” o professor Girafales, a quem acusa de pregar “ideologia de gêneros” e difundir o “kit gay” na escola, mandando prendê-lo junto com dona Florinda, sua namorada. Diz que ela, viúva, lidera uma família desajustada, expressão usada pelo general Hamilton Mourão na campanha, ao se referir às famílias lideradas por mulheres no país, reprova-a por estar trajando azul e que “tá tudo errado nisso daí”, e que, por isso, Quico é “efeminado”.

Diz que Chiquinha pode até chorar, depois da prisão do pais, que ele entende, porque ela, menina, é resultado de uma "uma fraquejada” -é a expressão que Bolsonaro usou ao se referir a sua filha, Laura, nascida depois de três filhos homens.

Nem o caixa do clã Bolsonaro escapou: “Aliás, cadê meu motorista, que meu filho me emprestou?”, encerra Jair, em referência a Fabrício Queiroz. 

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