Iraniano indicado ao Oscar não poderá ir à cerimônia após decreto de Trump

O cineasta iraniano Asghar Farhadi, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por "O Apartamento", não poderá comparecer à cerimônia de premiação em consequência do decreto aprovado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que proíbe por 90 dias a entrada no país de pessoas provenientes de países de maioria muçulmana - Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã; a informação foi divulgada no Twitter de Trita Farsi, que preside o Conselho Nacional Iraniano-Americano, organização que promove relações entre os dois países

O cineasta iraniano Asghar Farhadi, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por "O Apartamento", não poderá comparecer à cerimônia de premiação em consequência do decreto aprovado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que proíbe por 90 dias a entrada no país de pessoas provenientes de países de maioria muçulmana - Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã; a informação foi divulgada no Twitter de Trita Farsi, que preside o Conselho Nacional Iraniano-Americano, organização que promove relações entre os dois países
O cineasta iraniano Asghar Farhadi, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por "O Apartamento", não poderá comparecer à cerimônia de premiação em consequência do decreto aprovado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que proíbe por 90 dias a entrada no país de pessoas provenientes de países de maioria muçulmana - Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã; a informação foi divulgada no Twitter de Trita Farsi, que preside o Conselho Nacional Iraniano-Americano, organização que promove relações entre os dois países (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O cineasta iraniano Asghar Farhadi, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por "O Apartamento", não poderá comparecer à cerimônia de premiação em consequência do decreto aprovado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que proíbe por 90 dias a entrada no país de pessoas provenientes de países de maioria muçulmana - Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã.  A informação foi divulgada nesta sábado (28) no Twitter de Trita Farsi, presidente do Conselho Nacional Iraniano-Americano, organização que promove relações entre os dois países.

A protagonista do filme, Taraneh Alidoosti, anunciou nesta semana que não compareceria à cerimônia em protesto contra a medida de Trump - o cineasta Farhadi já havia conquistado um Oscar, em 2012, de melhor filme estrangeiro por "A Separação".

Vários cidadãos desses países de maioria muçulmana já foram retidos ao chegarem a aeroportos dos EUA. Os advogados de dois iraquianos detidos em um aeroporto de Nova York apresentaram neste sábado (28) foram à Justiça para que os clientes sejam liberados. Eles também querem representar outras pessoas que consideram estar sendo detidas de forma ilegal. 

A medida causou revolta em turistas árabes no Oriente Médio e no norte da África, que alegaram humilhação e discriminação. E foi duramente criticada por aliados dos EUA no Ocidente, como França e Alemanha, além de grupos árabes-americanos e organizações de direitos humanos.

"É uma decisão estúpida e terrível que vai causar mais danos ao povo americano do que a qualquer outro, porque mostra que esse presidente não consegue gerenciar pessoas, política e relacionamentos globais", disse Najeed Haidari, uma americana-iemenita que trabalha como gerente de segurança para uma empresa de petróleo em Sanaa, capital do Iêmen.

As proibições se estende, até mesmo a detentores de Green Card que têm permissão para viver e trabalhar nos Estados Unidos, de acordo com uma porta-voz do Departamento de Segurança Nacional.

*Com Reuters

 

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