Juiz ordena DiCaprio a depor em processo sobre ‘Lobo de Wall Street’

Um juiz federal ordenou que o ator Leonardo DiCaprio deponha num processo por difamação apresentado por um ex-executivo da Stratton Oakmont sobre a maneira como a qual ele foi supostamente representado no filme de 2013 "O Lobo de Wall Street", de Martin Scorcese

This film image released by Paramount Pictures shows Leonardo DiCaprio as Jordan Belfort in a scene from "The Wolf of Wall Street." The Golden Globes nominations will be announced on Thursday, Dec. 12. (AP Photo/Paramount Pictures, Mary Cybulski)
This film image released by Paramount Pictures shows Leonardo DiCaprio as Jordan Belfort in a scene from "The Wolf of Wall Street." The Golden Globes nominations will be announced on Thursday, Dec. 12. (AP Photo/Paramount Pictures, Mary Cybulski) (Foto: Gisele Federicce)

(Reuters) - Um juiz federal ordenou que o ator Leonardo DiCaprio deponha num processo por difamação apresentado por um ex-executivo da Stratton Oakmont sobre a maneira como a qual ele foi supostamente representado no filme de 2013 "O Lobo de Wall Street", de Martin Scorcese.

O juiz norte-americano Steven Locke, de Nova York, afirmou na quinta-feira que DiCaprio deveria se fazer disponível para perguntas, decisão que teve a oposição da Paramount Pictures, da Appian Way Productions, de DiCaprio, entre outros acusados.

O autor do processo, Andrew Greene, entrou em 2014 com a ação em que pede mais de 50 milhões de dólares, alegando ter sido difamado no filme pela interpretação do ator P. J. Byrne de um personagem com desvios éticos e morais chamado Nicky Koskoff.

A Paramount afirmou que Koskoff foi um "personagem composto" inspirado em vários indivíduos, entre eles Greene.

DiCaprio, de 41 anos, fez o papel de Jordan Belfort, um trapaceiro, que fundou a Stratton Oakmont, cujo livro de memórias de 2007 serviu como base do filme. Greene é um amigo de infância de Belfort.

Ao se opor ao questionamento, os advogados disseram que DiCaprio não escreveu o roteiro, e não havia nenhuma alegação de que ele teve qualquer influência na decisão de incluir ou não o conteúdo supostamente difamatório no filme.

Os advogados de Greene afirmaram que eles já haviam questionado Scorcese e o roteirista Terence Winter, e que ambos testemunharam que eles se encontravam regularmente com DiCaprio para discutir o roteiro.

Louis Petrich, advogado dos acusados, não quis fazer comentários.

(Reportagem de Jonathan Stempel em Nova York)

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