Laís Bodanzky expõe a sociedade patriarcal em 'Como nossos pais'

A cineasta vencedora do Festival de Gramado afirma que chegou a vez de a mulher ocupar seu espaço no País; leia entrevista concedida a Carta Capital

A cineasta vencedora do Festival de Gramado afirma que chegou a vez de a mulher ocupar seu espaço no País; leia entrevista concedida a Carta Capital
A cineasta vencedora do Festival de Gramado afirma que chegou a vez de a mulher ocupar seu espaço no País; leia entrevista concedida a Carta Capital (Foto: Leonardo Attuch)

Por Eduardo Nunomura, na Carta Capital

Laís Bodanzky tem uma vocação natural para falar de gerações. Em Bicho de Sete Cabeças (2000), lançou Rodrigo Santoro no papel de um jovem internado num hospital psiquiátrico pelo pai por causa de um cigarro de maconha. Chega de Saudade (2008) apresentou o tema do envelhecimento, oposto de As Melhores Coisas do Mundo (2010), um tênue retrato da adolescência.

Agora a paulistana lança Como Nossos Pais, seu quarto longa-metragem, já com a bagagem de ser o vencedor do 45º Festival de Gramado. O filme, surgido a partir do título da canção de Belchior, conquistou seis Kikitos (melhor filme, direção, atriz para Maria Ribeiro, ator para Paulo Vilhena, atriz coadjuvante para Clarisse Abujamra e montagem para Rodrigo Menecucci).

Na nova produção, a filha do também cineasta Jorge Bodanzky (de Iracemauma Transa Amazônica, de 1976, censurado pela ditadura militar) aborda o drama vivido pelas mulheres que são mães e filhas ao mesmo tempo, com a sobrecarga de funções cobradas delas diariamente. Na pré-estreia em São Paulo, Laís surpreendeu-se com a observação de alguns homens de que Como Nossos Pais não foi feito para mulheres, mas para eles.

Leia sua entrevista na Carta Capital.

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