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Lendas do rock da Zâmbia retornam com primeiro álbum em 40 anos

Após seu retorno, o WITCH apresenta agora seu novo álbum "Zango" com shows nos Estados Unidos e na Europa

Líder da banda de rock psicodélico da Zâmbia WITCH, Emmanuel "Jagari" Chanda se apresenta em Seattle, EUA 04/08/2023 (Foto: REUTERS/Matt Mills McKnight)

LUSAKA (Reuters) - Depois de quase quatro décadas longe dos holofotes, a banda de rock psicodélico da Zâmbia WITCH, que hipnotizou o público na década de 1970, está de volta com um novo álbum.

O retorno da banda é liderado por seu vocalista Emmanuel "Jagari" Chanda, de 71 anos, que quer tornar o pouco conhecido gênero musical "Zamrock" famoso no resto do mundo.

O interesse pelo "Zamrock", algo como uma versão zambiana do rock, aumentou na década de 2010 no Ocidente, graças à internet e a produtores que iam atrás de gêneros e artistas menos conhecidos, depois que a Now-Again Records, com sede em Los Angeles, relançou vários álbuns do WITCH e outros artistas de Zamrock.

"Isso criou interesse e curiosidade nas pessoas, especialmente na América e na Europa", disse Chanda em um antigo estúdio na capital Lusaka.

Após seu retorno, o WITCH, que significa We Intend To Cause Havoc -- "pretendemos causar estragos" em inglês -- apresenta agora seu novo álbum "Zango" com shows nos Estados Unidos e na Europa.

"(O gênero) É uma fusão de música tradicional, música africana, funk, blues, jazz -- é uma fusão de muitos gêneros", disse Chanda.

Chanda espera ganhar dinheiro suficiente com a fama recente para um dia abrir uma escola de música e um estúdio de gravação de alta qualidade na Zâmbia.

"Isso pode crescer a um nível em que, quando alguém vier para a Zâmbia, diga `onde posso ouvir Zamrock? Você ainda tem bandas que ainda tocam Zamrock?` Esse é o tipo de legado que eu gostaria de deixar", disse ele.