Maconha liberou a imaginação de Otávio Frias Filho

"Foi uma decisão. Uma das decisões conscientes mais importantes que eu tomei, porque às tantas eu decidi que ia experimentar. Experimentei, me dei bem. E ela tem um efeito calmante e também um efeito liberador de imaginação, sem que eu perca as medidas das coisas", disse Otávio Frias Filho, ex-diretor da Folha, na última entrevista que concedeu, ao jornalista Fernando Barros e Silva

Maconha liberou a imaginação de Otávio Frias Filho
Maconha liberou a imaginação de Otávio Frias Filho

247 – Na última entrevista que concedeu, Otávio Frias Filho, que dirigiu a Folha de S. Paulo, conta como a maconha liberou sua imaginação. "Foi uma decisão. Uma das decisões conscientes mais importantes que eu tomei, porque às tantas eu decidi que ia experimentar. Experimentei, me dei bem. E ela tem um efeito calmante e também um efeito liberador de imaginação, sem que eu perca as medidas das coisas", disse ele, no depoimento ao jornalista Fernando Barros e Silva.

"Eu me dou muito bem com essa droga específica. A minha interpretação, no meu caso, é um pouco assim. Eu vou usar uma imagem, tá? Todas as pessoas têm elementos centrípetos e elementos centrífugos na sua personalidade. Eu tenho, muito forte, esse elemento centrípeto. E a maconha me dá, ou me libera, o elemento centrífugo, que me dá um pouco mais de liberdade pra pensar mais solto, pra falar mais solto. Então é como se a maconha me pusesse no meio termo em que todo indivíduo deveria estar, idealmente. Porque ela me libera muito essa parte centrífuga. E, justamente, como eu sou tão centrípeto, ela não me tira do eixo, ela não me deixa desorganizado. Eu consigo ler e escrever, me lembrar do que eu leio", afirmou.

Otávio pretendia escrever um livro que contaria a biografia de seu pai, Otávio Frias, e sua relação com ele. O título seria "Autobiografia de meu pai".

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