Marieta Severo denuncia racismo: ‘Dói saber que meu neto leva tapa de segurança por ser negro’

No momento em que o Brasil vive uma epidemia de racismo, como nos episódios de ataques contra a atriz Taís Araújo e as declarações racistas do jornalista William Waack, a veterana Marieta Severo é mais uma artista a se levantar contra o preconceito; A atriz confessa que o racismo lhe toca intimamente. "Quando minha filha Helena se casou com aquele cara incrível que é o Carlinhos Brown, me assustei com os olhares tortos de gente muito próxima. Hoje, dói saber que Chiquinho (Chico Brown, de 21 anos, cantor e compositor), meu neto, leva tapa de segurança, passa por situações constrangedoras só por ser negro", diz Marieta

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marieta (Foto: Charles Nisz)
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247 - Fazendo sucesso com a grande vilã de “O outro lado do paraíso”, Marieta Severo sofre com as falas racistas de Sophia, sua personagem. Ao ensaiar com Juliana Caldas, que vive sua filha Estela na trama, a veterana atriz chorou ao insultar a colega de elenco, que é anã. Entretanto, o forte texto de Walcyr Carrasco para a novela das nove da Globo se faz mais do que necessário, na opinião de Marieta. Ainda mais num momento onde o país experimenta seguidos episódios de racismo como o caso do apresentador William Waack e os ataques contra a atriz Taís Araújo.

Ela elogia o autor por tratar temas tão delicados, como o nanismo, o racismo e a violência contra a mulher. Para Marieta, é maravilhoso Walcyr estar tocando em feridas tão expostas, mas que muita gente finge não ver. Segundo ela, temos que ser inclementes com o racismo, sem relativismos. A violência contra a mulher é outra temática importantíssima em evidência na novela, diz Marieta, em entrevista ao jornal Extra.

A atriz confessa que o preconceito racial, em especial, é um problema que lhe toca intimamente. "Quando minha filha Helena se casou com aquele cara incrível que é o Carlinhos Brown, me assustei com os olhares tortos de gente muito próxima. Hoje, dói saber que Chiquinho (Chico Brown, de 21 anos, cantor e compositor), meu neto, leva tapa de segurança, passa por situações constrangedoras só por ser negro, diz Marieta.

Marieta se define “hiperfeminista desde a década de 1960” e comemora que o movimento das mulheres em prol de seus direitos tenha ganhado força e mídia nos últimos tempos: "Uma das minhas maiores alegrias, para compensar o retrocesso que vivemos, é a retomada do movimento feminista. Há uns dez anos, era quase cafona dizer que era feminista. As jovens de hoje são inacreditáveis, pegaram para si essa bandeira", vibra Marieta.

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