Morre a dramaturga Consuelo de Castro

"A pessoa mais brilhante que conhecemos", afirmou o jornalista Pedro Venceslau após a morte da mãe, uma das dramaturgas mais prestigiadas do país; autora de obras aclamadas, Consuelo participou do movimento estudantil nos anos 60 e teve seu primeiro texto, "Prova de fogo", censurado pela ditadura; ela tinha câncer e faleceu aos 70 anos em São Paulo

"A pessoa mais brilhante que conhecemos", afirmou o jornalista Pedro Venceslau após a morte da mãe, uma das dramaturgas mais prestigiadas do país; autora de obras aclamadas, Consuelo participou do movimento estudantil nos anos 60 e teve seu primeiro texto, "Prova de fogo", censurado pela ditadura; ela tinha câncer e faleceu aos 70 anos em São Paulo
"A pessoa mais brilhante que conhecemos", afirmou o jornalista Pedro Venceslau após a morte da mãe, uma das dramaturgas mais prestigiadas do país; autora de obras aclamadas, Consuelo participou do movimento estudantil nos anos 60 e teve seu primeiro texto, "Prova de fogo", censurado pela ditadura; ela tinha câncer e faleceu aos 70 anos em São Paulo (Foto: Gisele Federicce)

Portal Fórum - Faleceu na madrugada desta quinta-feira (30) em São Paulo a dramaturga mineira Consuelo de Castro. Há seis anos Consuelo luta contra um câncer no seio que migrou para o pulmão. Seu velório foi realizado às 15h no Cemitério do Araçá, na capital paulista.

"A pessoa mais brilhante que conhecemos", escreveu o jornalista Pedro Venceslau, pela manhã, ao anunciar a morte da mãe.

Consuelo de Castro é uma das mais prestigiadas profissionais de sua área. Nos anos 80, o polaco-brasileiro Yan Michalski, um dos maiores teatrólogos e críticos de teatro do mundo, disse sobre Consuelo:

"Representante destacada da brilhante geração de dramaturgos surgida sob a ditadura, Consuelo de Castro é, entre os autores dessa geração, talvez a que possui o corpo de obra mais volumoso e diversificado. Em comum com os outros, ela tem o sentimento de inconformismo e indignação que perpassa tudo que ela escreve. O que a distingue dos outros é a sua excepcionalmente visceral noção de teatralidade, um diálogo notavelmente colorido, que ela cria com uma espantosa espontaneidade, e uma inquietação que a faz partir sempre em busca de novos caminhos".

A dramaturga, que é formada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), participou, nos anos 60, do movimento estudantil, tema do seu texto de estreia, "Prova de Fogo". A obra acabou sendo censurada pela ditadura.

Em 1975, Consuelo ganhou o prêmio Molière, um dos mais importantes do teatro, com o texto "Caminho de Volta".

Confira abaixo um histórico de sua obra.

1968: Prova de Fogo (Censurado pela ditadura)
1974: Recebe prêmio do Serviço Nacional de Teatro com "A invasão dos Bárbaros", uma versão de "Prova de Fogo"
1974: Caminho de Volta, ganhadora do prêmio Molière
1975: A Cidade Impossível de Pedro Santana
1975: O Grande Amor de Nossas Vidas
1985: Louco Circo do Desejo
1985: Script-Tease
1987: Mel de Pedra
1987: Uma Caixa de Outras Coisas
1989: Marcha à Ré

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