Neil Gaiman é chamado de ladrão

Poltico republicano acusa o escritor ingls, autor de Stardust e da srie de quadrinhos Sandman, de "roubar" o governo americano ao cobrar US$ 45 mil por palestra no pas

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247 – O escritor britânico Neil Gaiman responde atualmente por uma acusação do republicano Matt Dean, líder da casa de representantes do estado de Minnesota, Estados Unidos. Dean acusa o criador da série de quadrinhos Sandman e da obra mundialmente conhecida Stardust de ter roubado US$ 45 mil do governo daquele estado. A acusação – publicada nesta quarta-feira no jornal Star Tribune – é referente a um pagamento feito a Gaiman – a quem Dean confessa odiar – por parte do departamento de arte do estado, no ano passado, por uma apresentação de uma hora na livraria Stillwater, em Minnesota.

Em seu blog, o escritor declara que a afirmação de Dean “é uma mentira”. Gaiman afirma ter doado o dinheiro para instituições de caridade – uma de abuso sexual e outra voltada para escritores, e que isso já faz muito tempo. O artista completa: “Eu não gosto da ideia de um político dizer às pessoas que cobrar um salário por seus serviços é roubar”. Em outro post do blog, o escritor afirma cobrar caro por sua participação em debates pelo fato de ser uma distração em seu trabalho, que é escrever. No lugar de dizer não, prefere aumentar os preços. “Se você quiser me contratar para ir falar em algum lugar, e as pessoas fazem isso, eu custo caro. Não apenas um pouco caro. Realmente caro”.

Em seu perfil no Twitter – onde tem cerca de 1,5 milhão de seguidores – o best-seller replicou uma mensagem publicada na página da instituição RAINN – Rape, Abuse e Incest National Network –, de Washington DC, que luta contra o abuso sexual. A mensagem diz: “OBRIGADO aos doadores de abril por nos ajudar a exceder nossas metas de arrecadação para a prevenção de abuso sexual do mês!”.

O escritor, que vive com sua família em Minneapolis, EUA, incentiva seus fãs republicanos, por meio de seu blog, a dizerem a Matt Dean o que pensam sobre o comportamento de uma pessoa que deveria representá-los, dando os contatos do político. “Honestamente, isso pega mau para todos vocês”. Por fim, brinca: “É meio que bacana fazer parte da “lista de ódio” de alguém. Isso me lembra da lista de inimigos do [ex-presidente americano] Nixon. Se um homem passa a ser conhecido por seus inimigos, eu acho que meu valor de mercado acabou de subir um pouco”.

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