Novos Baianos em circuito nacional

Documentrio "Filhos de Joo Admirvel Mundo Novo Baiano" est em cartaz nos cinemas brasileiros e mostra a alegria e a liberdade tpicas dos anos 70

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Camila Vieira_Bahia 247 - Pela primeira vez em 50 anos uma produção cinematográfica inteiramente baiana – direção, produção, pesquisa e montagem – entra em cartaz em circuito nacional. Trata-se do documentário "Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano", que retrata parte da trajetória dos Novos Baianos, grupo musical responsável por agitar a cena artística nos anos 1960 e 70. "Filhos de João" é mais do que um documentário musical; evoca uma época e a mentalidade juvenil típica daquela década.

O filme, que ganhou o prêmio de público no 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, é primeiro longa-metragem do diretor Henrique Dantas e tem sido bem recebido pela crítica e públicos nos festivais pelos quais passou. Após pré-estreias ocorridas no Rio de Janeiro e em São Paulo, ao longo da semana, chegou a Salvador na quinta-feira 21 e desde ontem estreou nas salas de cinema. "Filhos de João" será exibido inicialmente em nove cidades brasileiras, incluindo Salvador. Após a primeira semana em cartaz, mais 12 praças receberão o filme. Ao todo, vai percorrer 21 cidades brasileiras e cerca de 50 salas de cinema.

Novos Baianos - Formado por Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Baby Consuelo, Paulinho Boca de Cantor, Dadi e Luiz Galvão, os Novos Baianos surgiu em dezembro de 1968, em plena homologação do Ato Institucional número 5, o AI- 5. Virou uma espécie de comunidade alternativa no início dos anos 1970, quando resolveu partir para um sítio e fazer o som. Antes que chegassem à mistura de gêneros bem brasileiros, - o grupo tendia para o rock – teve um mentor chamado João Gilberto. E é a este cantor e compositor, cuja contribuição foi significativa, que o título do filme alude.

Todos os integrantes dão depoimentos no filme, com exceção de Baby Consuelo, que chegou a gravar entrevista, mas pediu para retirá-la. O motivo foi não ter conseguido fechar acordo comerciais para veiculação de sua imagem no documentário. Como ponutou Dantas, a homenagem a cantora não deixou de ser feita. Afinal, ela fez parte do grupo e da nossa história.

Musicais - O cinema documentário se legitima em parcerias com a música. Há pouco tempo, foi possível ver nas telas dos cinemas filmes como "Herbert de Perto", dirigido por Roberto Berliner e Pedro Bronz; "Titãs - A Vida até Parece Uma Festa", de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves; "Palavra (en)cantada", de Helena Solberg; "Simonal - Ninguém sabe o duro que eu dei", dirigido por Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, entre outros. A estreia mais recente foi sobre o grupo Mamonas Assassinas, com o filme "Mamonas pra sempre", de Cláudio Kahns. Apesar de tematicamente não ser novidade, os documentários musicais vem se diversificando nos formatos, duração e abordagens, representando uma tendência para o mercado brasileiro, que, apesar de alguns sucessos, ainda não prestigia tanto documentários.

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