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Cultura

O esqueleto de Pietá

O escatolgico e provocativo artista plstico belga Jan Fabre recriou em mrmore a escultura de Michelngelo, mas transformou os corpos da Virgem Maria e de Jesus em carcaas humanas em decomposio

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Natália Rangel_247 - Cerca de 1,5 milhão de carapaças de escaravelhos foram utilizadas pelo artista belga Jan Fabre na montagem de uma “ocupação” do suntuoso salão do Palácio Real de Bruxelas, em mostra realizada há dois anos. A casca do besouro é uma das matérias-primas favoritas de Fabre (devido a sua coloração azul esverdeada e a consistência firme), além de substâncias orgânicas como esperma, sangue e ossos humanos. Escatologia, apelo ao grotesco e questionamentos religiosos sempre estiveram presentes no trabalho de Fabre. E sua obra mais recente que será exposta no próximo mês na Itália já está causando polêmica no país. Trata-se de uma versão de La Pietá, clássica obra do artista italiano Michelângelo.

Fabre levou dois anos para moldar esta que é sua escultura mais ambiciosa e provocativa: ele retrata a Virgem Maria como um esqueleto e Jesus Cristo como um cadáver em avançado estado de composição, com insetos pousados em sua carne putrefata. O artista afirma ter usado na feitura da escultura mármore retirado do santuário de Carrara, mesma origem da matéria-prima trabalhada pelo artista italiano no século XVI para construir a sua obra-prima. Curadores de arte da 54ª edição da Bienal Internacional de Veneza temem que a nova invenção de Fabre faça tanto barulho e termine por ofuscar o tradicional evento. A obra ficará em exposição entre os dias de junho e 16 de outubro. Provocar é uma especialidade do artista belga mas ele costuma trabalhar em cima de fundamentos que, para muitos críticos, justificam a sua obra.

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Não se trata apenas de um artista em busca de holofotes. No ano passado, Fabre trouxe ao Brasil, ao Instituto Tomie Othake, a sua exposição Umbraculum, na qual a peça mais importante era um manto religioso feito com fatias de ossos humanos. Nas mãos de Cristo há também um cérebro, que na visão de Fabre simboliza o cerne de toda a humanidade inerente aos seres vivos. “São os neurônios que permitem sentir a compaixão e por isso representei como um cérebro, do que tudo depende e inclusive a alma do indivíduo”, declarou o artita em entrevista a jornais italianos.

 

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