Os 70 anos de Cidadão Kane

Clssico do cinema americano, o filme dirigido por Orson Welles (foto) estreou nos EUA em 1941 e causou polmica ao formular crtica velada ao magnata William Randolph Hearst

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Natália Rangel_247, com agências internacionais - Sete décadas atrás, no dia 1º de maio, estreava em Nova York, nos EUA, o filme Cidadão Kane, do diretor americano Orson Welles, aquele maluco que ficara famoso três anos antes, em 1938, ao promover o pânico entre os seus ouvintes no rádio ao ler uma passagem do livro Guerra dos Mundos, de HG Wells, que trata da invasão de alienígenas à Terra. O seu filme já nasceu clássico, em um certo sentido, após a sua estreia, um crítico do The New York Times decretou que aquele era um dos grandes filmes da época e que, provavelmente, preservaria sua genialidade e atualidade em tempos futuros.

A profecia se realizou. Mas o que consagrou Welles também o destruiria - o enredo de Cidadão Kane, ácida biografia do magnata americano (representado pelo personagem Charles Foster Kane) teria levado Hearst a boicotar o filme em sua rede de rádios e jornais. O empresário também teria pressionado outros veículos e boa parte da comunidade cinematográfica a fazê-lo também. É o que reza a lenda de Hollywood, o fato é que o sucesso de crítica do longa-metragem não faria de Welles um bem sucedido cineasta na indústria americana. Também reza a mítica dos estúdios a história de que a misteriosa palavra Rosebud, dita pelo personagem antes de morrer, na primeira cena do filme, seria referência à uma palavra carinhosa utilizada por Hearst com sua esposa, na intimidade. Orson Welles deixaria outras obras-primas para a posteridade, como A Marca da Maldade, mas o filme Cidadão Kane já reúne todas as qualidades técnicas e narrativas que fariam dele um ícone da cultura moderna.

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