Perseguição à cultura é a mais dramática e violenta da história do país

O ano de 2019 foi devastador para a cultura, com volta da censura, extinção de ministério e forte pressão evangélica. Prêmios e patrocínios foram cancelados, festivais foram retaliados e, praticamente toda a manifestação cultural foi atacada pelo governo

Teatro na rua
Teatro na rua (Foto: Miguel Igreja/Divulgação)
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247 - O ano de 2019 foi devastador para a cultura, com volta da censura, extinção de ministério e forte pressão evangélica. Prêmios e patrocínios foram cancelados, festivais foram retaliados e, praticamente toda a manifestação cultural foi atacada pelo governo. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "as ações do governo na Cultura em 2019 tiveram duas tônicas —a censura voltou a ameaçar a livre expressão de artistas subsidiados por verba pública, com agressividade que não se via desde a redemocratização, e a indústria do audiovisual, que vinha registrando crescimentos sucessivos e levava o cinema nacional para os principais festivais do mundo, foi freada com paralisações e cancelamentos de prêmios e patrocínios."

A matéria ainda ressalta que "a extinção do Ministério da Cultura, definido no fim de 2018 e confirmado bem no início deste ano, já dava sinais de uma revisão histórica. Representou o ponto inicial de uma coleção de conflitos entre a classe artística e o governo. Criado em 1985 pelo então presidente José Sarney, a instituição foi transformada na Secretaria Especial da Cultura, subordinada à pasta da Cidadania, sob comando do médico Osmar Terra. Em novembro, passou a fazer parte do Ministério do Turismo."

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