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Cultura

Prostituição musical

Arte é alma. E tem gente vendendo. Como Paula Fernandes, quando cantou Metallica

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Em Junho desse ano, a banda estadunidense de Punk Rock (ou não), The Offspring, lançou o um novo álbum após quatro anos, intitulado Days Gone By.  O grupo ficou marcado por alguns recordes interessantes, como o disco independente mais vendido (Smash) e a música mais baixada na internet (Pretty Fly For A White Guy), além de, apesar de ter surido nos anos oitenta, manteve suas influências punks, tentando dar continuidade, por assim dizer, ao movimento do Sex Pistols, que terminou em 1978.

  Mas eis que fui ouvi-lo e me nego a postar uma especificamente esta faixa em um texto de minha autoria: Chama-se “Crusing California”. E sou absolutamente incapaz de descrever aquilo. Pop, rap, hip hop, alternativo, enfim...  Nenhuma relação com Punk Rock. Depois da decadência de vendas nos últimos anos, só há um nome para essa atitude: Prostituição musical.

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  São infinitos os exemplos disso, então esse parágrafo terá apenas uma linha, não preciso me alongar. Duas linhas.

  Isso me lembrou o processo, sob certo ponto de vista, inverso. Quando a cantora Paula Fernandes (não acredito que escrevi esse nome) resolveu cantar Metallica. Provavelmente ela se prostituiu, quer dizer, cantou as músicas que lhe são comuns e, tempos depois, retornou ao som de que gostava. Ou quis fazer média com o pessoal do heavy metal – nesse caso, definitivamente, não funcionou – alguns trataram a versão de Nothing Else Matters como uma ofensa. Mais tarde, descobri que essa mesma gravou também Behinf Blue Eyes, clássico do The Who.

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  Em decorrência dessa massificação da arte que tanto me incomoda, é evidente que isso se torna nada além de um produto comerciável. Mas a essência de tudo se perde.  Porque arte é alma! Tem gente, portanto, vendendo a alma, literalmente... E há quem diga que foi o Led Zeppelin que vendeu a alma para o demônio – vejam vocês – provavelmente os mesmos que pagam para ouvir Sertanejo (que não é sertanejo) Universitário (que também não é cantado semprepor universitários).

  Todavia, ainda há uma infinidade de bandas – não tão divulgadas no Brasil de qualquer forma – que fazem frente à monotonia. Encerro o texto com uma banda esquizofrênica, no bom sentido: The Mars Volta!

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http://www.youtube.com/watch?v=NA4iOj-Il0E

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