Rainha de Bateria deve valer nota na Sapucaí?

Ideia foi lanada no 247 por Renata Santos, da Mangueira ( esq.); Ser um festival de notas baixas, prev ngela Bismark, da Mocidade; Tem muita Rainha que s arrasta p; diz Gracyanne Barbosa, da Unidos da Tijuca, que apoia a ideia; isso acabaria com o comrcio de rainhas, acredita Tatiane Mineratto, da paulista Gavies da Fiel; e voc, o que acha?

Rainha de Bateria deve valer nota na Sapucaí?
Rainha de Bateria deve valer nota na Sapucaí? (Foto: Edição/247)

Por Valéria Souza _247 – Ao 247, a Rainha de Bateria da Mangueira, Renata Santos, levantou a bandeira de que Rainha deveria ser quesito e levar notas dos jurados, durante sua performance nos desfiles na Sapucaí. "Eu acho que deveria ser quesito, porque só seriam rainhas as capazes. Muita coisa mudaria!", disparou ela. Então, nós decidimos conversar com algumas majestades e musas de outras escolas para saber se elas simpatizam com a idéia da gata verde e rosa.

Dani Sperle, Rainha de Bateria da escola do Grupo de Acesso Acadêmicos de Cubango, de Niterói, adere à campanha de Renata. Para ela, somente as que têm comprometimento com a agremiação farão um bom trabalho à frente dos ritmistas. “Acho que sim. Por que, além de estar ali para abrilhantar a bateria, é uma responsabilidade que temos como rainha representar bem a escola. Responsabilidade que só será bem cumprida se a Rainha for bem preparada”, avalia a Dani.

A belíssima Tatiane Minerato, Rainha de Bateria da escola de São Paulo Gaviões da Fiel, dá o maior apoio. Segundo ela, essa mudança poria fim aos leilões de “quem dá mais dinheiro” para virar rainha de Bateia nas escolas e iria descartar as rainhas que estão no posto hoje só para se exibir. “Em minha opinião teria que ser quesito sim. Assim, as escolas não venderiam seus postos para mulheres que não comparecem à quadra durante o ano, não conhecem a sua comunidade, mal sabem cantar o samba-enredo de sua escola e não sabem sambar. Só estão lá para aparecer... O posto de Rainha sendo quesito as escolas escolheriam Rainhas que têm identidade, carisma e responsabilidade com a sua comunidade”, dispara ela a sua metralhadora giratória.

Já Angela Bismarchi, musa da Mocidade Independente de Padre Miguel, não abraça a causa. Porque ela acha que seria um festival de notas baixas para a escola. “Antigamente sim. Porque eram sambistas de verdade e sempre foram de grande beleza para as escolas e para a própria bateria. Hoje, não. Está cheio de arrasta-pé... Se valesse quesito, nossa, ia ser um desfile de notas baixas para muitas escolas”, afirma a loura, que foi Rainha de Bateria da Porta da Pedra.

A beldade Gracyanne Barbosa, absoluta como Rainha de Bateria da Unidos da Tijuca, quer mais é que seu posto seja julgado isoladamente. “Sou a favor de valer nota para a escola, porque aí as pessoas que não têm amor pelo samba iam pensar duas vezes antes de virarem rainha. E porque também é mais uma forma de valorizarem ainda mais a nossa dedicação e disciplina. Rainha não pode só ficar na frente dos ritmistas, de enfeite, ela tem que estar ali para interagir, somar no desempenho e ajudar a trazer o título para a escola”, falou e disse Gracy.

O site aproveitou e procurou o júri deste carnaval, e pediu a opinião técnica. O jurado Pérsio Brasil não curte a proposta de Renata Santos. “Acho que não é por aí. Rainha não é quesito, assim como baiana também não é. A Rainha está inserida na própria bateria. Ela devia contar dentro do quesito bateria, na interação com a bateria. Eu já vi muita Rainha desfilando só balançando a mão, por exemplo. Mas Rainha não tem peso para ser quesito de julgamento. Imagine uma pessoa só defendendo a escola com uma nota até 10? É supervalorizar o posto e incentivar a comercialização. Não é por aí, não”, enfatiza. Bom, a gente não sabe se essa onda vai pegar ou não. Mas está aberta aí a polêmica que pode dar muito pano para manga.

 

 

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